Colunistas

Parto Domiciliar: direito reprodutivo e evidências

O parto domiciliar é uma opção segura para as parturientes de baixo risco atendidas por profissionais qualificados e é um direito da mulher.

A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro.Ricardo Herbert Jones

Daniela Leal e Alexandre Amaral, psicólogos, no nascimento domiciliar de Ravi.Daniela Leal e Alexandre Amaral, psicólogos, no nascimento domiciliar de Ravi.
Foto: Divulgação

A discussão sobre o local de parto deve se pautar, essencialmente, em dois níveis: respeito à autonomia e ao protagonismo feminino, uma vez que a escolha do local de parto é um direito reprodutivo básico; e reconhecimento e adequada interpretação das evidências comparando partos domiciliares planejados e partos hospitalares em gestantes de baixo risco. Não se compreende mais na atualidade o processo de tomada de decisão baseado exclusivamente nas concepções e na experiência do prestador de cuidado, uma vez que, por definição, Medicina Baseada em Evidências consiste na integração harmoniosa da experiência clínica individual com as melhores evidências científicas correntemente disponíveis e com as características e expectativas dos pacientes.

Apesar da posição contrária de alguns conselhos regionais de Medicina e da Federação Brasileira de Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), que vêm sistematicamente desaconselhando o parto domiciliar, devemos destacar que tanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) como a Federação Internacional de Ginecologistas e Obstetras (FIGO) respeitam o direito de escolha do local de parto pelas mulheres e reconhecem que, quando assistido por profissionais habilitados, há benefícios consideráveis para as mulheres que querem e podem ter partos domiciliares. A OMS reconhece como profissionais habilitados para prestar assistência ao parto tanto médicos como enfermeiras-obstetras e parteiras e recomenda que as mulheres podem escolher ter seus partos em casa se elas têm gestações de baixo-risco, recebem o nível apropriado de cuidado e formulam planos de contingência para transferência para uma unidade de saúde devidamente equipada se surgem problemas durante o parto(1–3). Por sua vez, a FIGO recomenda que "uma mulher deve dar à luz num local onde se sinta segura, e no nível mais periférico onde a assistência adequada for viável e segura” (4). Outras sociedades no mundo, como o American College of Nurse Midwives (5), a American Public Health Association (6), o Royal College of Midwives (RCM) e o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG) (7) apoiam o parto domiciliar para mulheres com gestações não complicadas. De acordo com a diretriz do RCM e do RCOG, “não há motivos para que o parto domiciliar não seja oferecido a mulheres de baixo risco, uma vez que pode conferir consideráveis benefícios para estas e suas famílias” (7).

Mesmo o American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG), conquanto explicite que considera hospitais e centros de parto normal mais seguros, reconhece o direito das mulheres de escolher o local do parto. Citando literalmente o resumo da diretriz, publicada em fevereiro de 2011: “Embora o Comitê de Prática Obstétrica acredite que os hospitais e centros de parto normal sejam os locais mais seguros para o nascimento, ele respeita o direito de uma mulher de tomar uma decisão medicamente informada sobre o parto. Mulheres questionando sobre o parto domiciliar planejado deveriam ser informadas sobre os seus riscos e benefícios baseados nas recentes evidências. Especificamente, elas deveriam ser informadas que embora o risco absoluto possa ser baixo, o parto domiciliar planejado está associado com um risco duas a três vezes maior de morte neonatal quando comparado com o parto hospitalar planejado. É importante que as mulheres devam ser informadas que a adequada seleção de candidatas para o parto domiciliar; a disponibilidade de enfermeiras-obstetras ou parteiras certificadas, ou médicos atuando dentro de um sistema de saúde integrado e regulado; o pronto acesso à consulta; e a garantia de transporte seguro e rápido para os hospitais mais próximos são críticos para reduzir as taxas de mortalidade perinatal e obter desfechos favoráveis do parto domiciliar.” (8)

Em relação às evidências, a despeito dos temores do ACOG, devemos destacar que essa conclusão de aumento do risco de morte neonatal se baseia unicamente nos resultados da controvertida metanálise publicada em 2010 por Wax et al. no American Journal of Obstetrics and Gynecology (AJOG) (9). O problema é que essa metanálise, que incluiu 12 estudos originais e um total de 342.056 partos domiciliares e 207.551 partos hospitalares planejados, apresentou diversos vieses e erros metodológicos grosseiros. Os autores concluíram que os partos domiciliares planejados se associam com menor risco de intervenções maternas, incluindo analgesia peridural, monitoração eletrônica fetal, episiotomia, parto operatório, além de menor frequência de lacerações, hemorragia e infecções. Dentre os desfechos neonatais dos partos domiciliares planejados, verificou-se menor taxa de prematuridade, baixo peso ao nascer e necessidade de ventilação assistida. No entanto, apesar de as taxas de mortalidade perinatal serem semelhantes entre partos domiciliares e partos hospitalares, os partos domiciliares se associaram com aumento de cerca de três vezes das taxas de mortalidade neonatal. 

O artigo em questão gerou intensa polêmica na comunidade científica internacional, seguindo-se diversas cartas publicadas em sequência no próprio AJOG, das quais uma tem o provocativo título “Parto domiciliar triplica a taxa de morte neonatal: comunicação pública ou má ciência?”(10). Diante de todas as críticas, o AJOG resolveu investigar o estudo em questão, e a revisão pós-publicação de fato encontrou erros na análise original, embora não tenha alterado suas conclusões. A conceituadíssima revista Nature se interessou pela questão, porém mesmo solicitando diversas vezes que tanto Wax como o ACOG comentassem os problemas apontados por vários especialistas, esses declinaram o convite. A Elsevier, editora que publica a revista, reconhece os erros, mas não acredita que esses possam motivar uma retratação (11).

Tentando resumir a enorme quantidade de críticas feitas à metanálise de Wax, podemos afirmar que, à diferença das revisões sistemáticas da Cochrane, essa não seguiu as diretrizes estabelecidas internacionalmente para condução e publicação de metanálise, como o PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses) ou o MOOSE (Meta-Analyses and Systematic Reviews of Observational Studies). Diversos erros estatísticos foram cometidos, até porque os autores utilizaram uma calculadora para a metanálise que apresenta vários problemas, resultando em Odds Ratio e intervalos de confiança incorretos, o que foi reconhecido pelo próprio autor do programa. No entanto, o principal erro enviesando a análise não foi estatístico, e sim um viés de seleção dos estudos, porque os autores da metanálise excluíram o grande estudo de coorte holandês com mais de 500.000 partos do cálculo do risco de morte neonatal, embora o tenham incluído no cálculo do risco de morte perinatal. Na verdade, os dados da metanálise são contraditórios em relação à morte neonatal e perinatal basicamente porque os autores definiram morte perinatal como morte fetal depois de 20 semanas ou a morte de um recém-nascido (RN) vivo nos primeiros 28 dias de vida, em vez de nos primeiros sete dias de vida, como é a recomendação internacional. Por outro lado, outros estudos usados para calcular o risco de morte neonatal foram incorretamente incluídos e outros que poderiam ter sido incluídos para o cálculo de morte perinatal foram excluídos, por razões que não ficam bem claras. Os dados utilizados para o cálculo de morte neonatal incluíram partos que não tinham sido assistidos por parteiras ou enfermeiras-obstetras certificadas, o que já se demonstrou ser fator importante para redução dos riscos. Mesmo revisando os dados e apresentando os gráficos em uma publicação ulterior na revista com os novos números calculados corretamente, isso não resolve os sérios problemas metodológicos pertinentes à definição de termos e critérios de inclusão e exclusão.

Em suma, como refere Keirse em seu brilhante artigo publicado na Birth em Dezembro de 2010 (“Home Birth: Gone Away, Gone Astray, and Here To Stay”) “combinar estudos de parto domiciliar e hospitalar, sem diferenciar o que está dentro deles, onde eles estão e o que os circunda, é semelhante a produzir uma salada de frutas com batatas, abacaxi e salsão”. (12)

O fato é que, à parte a enviesadíssima metanálise de Wax et al., todos os grandes estudos observacionais publicados reforçam as vantagens do parto domiciliar em termos de desfechos maternos, resultando em menor taxa de intervenções como episiotomia, analgesia, uso de ocitocina, operação cesariana e parto instrumental (fórceps e vácuo-extrator), sem aumento do risco de complicações para mães e bebês e com elevado grau de satisfação das usuárias que passaram por essa experiência (13–15). Dentre esses estudos, destacamos o estudo holandês (de Jonge et al.), publicado em 2009, envolvendo mais de 500.000 partos (16), e que foi arbitrariamente excluído da metanálise, como já apontamos anteriormente, e os estudos mais recentes, publicados em 2011, o do National Health System (NHS) no Reino Unido (mais de 60.000 partos) (17) e outro grande estudo de coorte holandês com mais de 679.000 partos (18). Nesse último estudo, evidenciou-se uma mortalidade perinatal de 0,15% em partos domiciliares planejados contra 0,18% em partos hospitalares planejados em parturientes de baixo risco. O fato é que, infelizmente, mesmo com a melhor assistência, 15-18 em cada 10.000 RN irão morrer, quer nasçam em casa quer no hospital, mesmo em países desenvolvidos como a Holanda, não havendo diferença significativa nessa mortalidade de acordo com o local de parto. 

Essa ausência de diferença relevante no prognóstico perinatal foi corroborada na revisão sistemática publicada em 2012, envolvendo 22 grandes estudos observacionais que compararam os desfechos maternos e perinatais de partos extra-hospitalares (domiciliares ou em casas de parto) assistidos por obstetrizes (modelo não médico) com partos intra-hospitalares assistidos por médicos (19). A conclusão dessa revisão sistemática é que mulheres de baixo risco atendidas em casas de parto ou domicílio por obstetrizes certificadas passam por menor número de intervenções obstétricas e têm maior chance de ter partos normais do que mulheres de baixo risco recebendo o atendimento obstétrico padrão em hospitais. Nenhuma diferença na mortalidade perinatal foi encontrada. Reforça-se a importância do treinamento adequado das obstetrizes para a identificação e o pronto tratamento de eventuais complicações intraparto (19).

Embora a utilização de evidências de estudos observacionais possa ser alvo de críticas, o fato é que não dispomos de ensaios clínicos randomizados (ECR) comparando partos domiciliares vs. hospitalares. Um único ECR foi publicado e incluído na revisão sistemática da Biblioteca Cochrane, porém só conseguiu avaliar 11 mulheres (20). De fato, alguns especialistas podem considerar difícil elaborar recomendações fortes com base em evidências fracas, oriundas de estudos observacionais, mas o mínimo que profissionais e sociedades deveriam reconhecer é que também não dispomos de evidências fortes corroborando a segurança do parto hospitalar para parturientes de baixo risco e seus neonatos. 

No entanto, randomizar mulheres para parto domiciliar ou hospitalar é virtualmente impossível: de acordo com Keirse, essas mulheres para quem “tanto faz” parir em casa como no hospital seriam “tão raras quanto elefantes brancos”, mas mesmo que essas mulheres fossem encontradas, dificilmente as conclusões de um ensaio clínico randomizado com essa amostra poderiam ser extrapoladas para mulheres diferentes em situações e contextos clínicos diferentes. Mulheres que DESEJAM ter seus bebês em casa diferem substancialmente daquelas que escolhem um parto hospitalar, da mesma forma que os profissionais que prestam assistência a partos domiciliares ou exclusivamente a partos hospitalares também são bastante diferentes entre si.

Na prática, devemos considerar que tanto gestantes como profissionais de saúde têm sempre o mesmo e primaz objetivo de garantir uma experiência de parto satisfatória, com mãe e bebê saudáveis. Por outro lado, é um direito reprodutivo básico para as mulheres poder escolher como e onde irão dar à luz. Essa escolha deve ser informada pelas melhores evidências correntemente disponíveis, e essas evidências sugerem, sem se considerar a metanálise equivocada de Wax et al., que o parto domiciliar é uma opção segura para as parturientes de baixo risco atendidas por profissionais qualificados. Como vantagens em relação ao parto hospitalar se destacam a menor frequência de intervenções para a mãe e o conforto e a satisfação das usuárias, que vivenciam uma experiência única e transformadora em seu próprio lar. As taxas de mortalidade perinatal e neonatal são semelhantes àquelas observadas em partos hospitalares de baixo risco. No entanto, a decisão final deve se basear tanto nas evidências como nas características e expectativas das gestantes, bem como na experiência e qualificação dos prestadores e nas facilidades de acesso aos serviços de saúde.

De fato, o parto domiciliar planejado não somente continua acontecendo no Brasil, como vem crescendo o número de mulheres que optam por essa alternativa, apesar de ainda não dispormos de estatísticas confiáveis sobre o número exato, uma vez que os nossos sistemas de informação não permitem ainda distinguir partos domiciliares planejados dos não planejados e ocorridos sem assistência. No entanto, com o acesso amplo à Internet e o constante debate nas redes sociais, diversas mulheres têm compartilhado e comparado as suas experiências de parto em nosso país. Existe uma parcela crescente de mulheres insatisfeitas com o atual modelo de assistência obstétrica, excessivamente tecnocrático e caracterizado, por um lado, pelas taxas de cesárea inaceitavelmente elevadas no setor privado (mais de 80%) e, por outro, pelos partos traumáticos e com excesso de intervenções no Sistema Público de Saúde. Apesar da política de Humanização da Assistência ao Parto e Nascimento preconizada pelo Ministério da Saúde no Brasil (21), é fato que o modelo atual, hospitalocêntrico e medicalocêntrico, não permite ainda à maior parte das usuárias ter uma assistência ao parto humanizada e segura. Vivemos ainda em um país onde, "quando não se corta por cima, se corta por baixo", como bem definem Diniz e Chachan, referindo-se às cesáreas e episiotomias desnecessárias (22). Mais ainda, vivenciamos o chamado “paradoxo perinatal brasileiro”, uma vez que apesar de termos 98% de partos hospitalares e da adoção indiscriminada da tecnologia para assistência ao parto, a mortalidade materna e neonatal persistem elevadas (23).

Para completar, uma em cada quatro mulheres brasileiras internadas para assistência ao parto em hospitais públicos ou privados relata ter sofrido violência institucional, traduzida por qualquer forma de agressão perpetrada pelos profissionais de saúde que lhe prestam atendimento. Essas agressões não envolvem apenas o uso de procedimentos, técnicas e exames dolorosos e desnecessários, mas até ironias, gritos e tratamentos grosseiros com viés discriminatório quanto a classe social ou cor da pele (24). A violência institucional durante o parto pode assumir múltiplas facetas e representa um problema internacionalmente reconhecido (25). Em diversos hospitais ainda não se permite a presença do acompanhante, mesmo com a Lei 11.108/2005 estabelecendo a obrigatoriedade de tanto hospitais públicos como privados permitirem a presença, junto à parturiente, de um acompanhante durante todo o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato (26).

O atual modelo de assistência ao parto em nosso País é assustador, com os 52% de cesarianas (27) contrastando com uma mortalidade materna em torno de 70 para 100.000 nascidos vivos (28, 29) Mais ainda, embora falido e não sustentável em longo prazo, permite ainda a muitos profissionais soluções cômodas a que esses se aferram, de dentro de sua zona de conforto, como a praticidade e a conveniência de programar cesarianas eletivas sem indicação médica definida. Curiosamente, são esses os mesmos profissionais que defendem o "direito" da mulher de escolher sua via de parto, embora aparentemente este direito tenha mão única, só valha para a minoria de mulheres que desejam uma cesariana e não inclua aquelas que desejam um parto normal nem tampouco se estenda para a decisão sobre o local de parto (30). A voz das mulheres e o seu direito de escolha têm sido grandemente ignorados (31).

O debate em torno do parto domiciliar, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, tem se tornado extremamente polarizado e politizado. Impõe-se o seu direcionamento sob uma perspectiva mais racional, focada em evidências.  Nossa intenção é promover ampla discussão com toda a sociedade, tentando estabelecer um consenso, visando a garantir o respeito a um direito reprodutivo básico, qual seja a escolha do local de parto, mas também a implementar estratégias para aumentar a segurança e a satisfação das usuárias em TODOS os partos (12). Isso inclui tanto melhorar e humanizar a atenção hospitalar no sentido de que os partos assistidos em maternidades ou centros de parto normal possam representar uma experiência gratificante para as mulheres, como estabelecer diretrizes para a seleção adequada das candidatas ao parto domiciliar e um atendimento obstétrico seguro e de qualidade em domicílio.

REFERÊNCIAS

1. World Health Organization (WHO). Maternal and Newborn Health/Safe Motherhood Unit of the World Health Organization, Care in Normal Birth: A practical guide. [Internet]. 1996; 1-54. Available from:  http://whqlibdoc.who.int/hq/1996/WHO_FRH_MSM_96.24.pdf

2. World Health Organization (WHO). Managing complications in Pregnancy and Childbirth: A guide for midwives and doctors [Internet]. 2007;1-23.Available from: http://whqlibdoc.who.int/publications/2007/9241545879_eng.pdf

3. World Health Organization (WHO). WHO | Skilled birth attendants [Internet]. 2004;1-17.[cited 2011 Sep 19] Available from: http://whqlibdoc.who.int/publications/2004/9241591692.pdf

4. FIGO. Recommendations accepted by the General Assembly at the XIII World Congress of Gynecology and Obstetrics [Internet]. International Journal of Gynecology and Obstetrics 1992;38(Supplement):S79-S80.[cited 2011 Sep 19] Available from: http://www.ijgo.org/article/0020-7292(92)90037-J/pdf

5. American College of Nurse-Midwives. American College of Nurse-Midwives Position Statement on Home Birth [Internet]. 2005;1-4.Available from: http://www.midwife.org/siteFiles/position/homeBirth.pdf

6. (APHA) APHA. Increasing access to out-of-hospital maternity care services through state-regulated and nationally-certified direct-entry midwives. APHA Public Policy Statements [Internet]. 2001;1-3. Available from: http://mana.org/APHAformatted.pdf

7. RCOG and Royal College of Midwives. Home Births [Internet]. 2007;1-6.Available from: http://www.rcog.org.uk/files/rcog-corp/uploaded-files/JointStatmentHomeBirths2007.pdf

8. ACOG Committee Opinion No. 476: Planned home birth. [Internet]. Obstetrics and gynecology 2011 Feb;117(2 Pt 1):425-8.[cited 2011 Sep 20] Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21252776

9. Wax JR, Lucas FL, Lamont M, Pinette MG, Cartin A, Blackstone J. Maternal and newborn outcomes in planned home birth vs planned hospital births: a metaanalysis. [Internet]. American journal of obstetrics and gynecology 2010 Sep;203(3):243.e1-8.[cited 2011 Aug 7] Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20598284

10. Sandall J, Bewley S, Newburn M. “Home birth triples the neonatal death rate”: public communication of bad science? [Internet]. American journal of obstetrics and gynecology 2011 Apr; 204(4): e17-8; author reply e18-20, discussion e20.[cited 2011 Sep 18] Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21458615

11. Editors’ comment [Internet]. American Journal of Obstetrics and Gynecology 2011 Apr;204(4):e20.[cited 2011 Sep 18] Available from:  http://dx.doi.org/10.1016/j.ajog.2011.01.041

12. Keirse MJNC. Home birth: gone away, gone astray, and here to stay. [Internet]. Birth (Berkeley, Calif.) 2010 Dec;37(4):341-6.[cited 2011 Sep 18] Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21083728

13. Johnson KC, Daviss B-A. Outcomes of planned home births with certified professional midwives: large prospective study in North America. [Internet]. BMJ (Clinical research ed.) 2005 Jun;330(7505):1416.[cited 2012 Apr 19] Available from: http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=558373&tool=pmcentrez&rendertype=abstract

14. Hutton EK, Reitsma AH, Kaufman K. Outcomes associated with planned home and planned hospital births in low-risk women attended by midwives in Ontario, Canada, 2003-2006: a retrospective cohort study. [Internet]. Birth (Berkeley, Calif.) 2009 Sep;36(3):180-9.[cited 2011 Sep 18] Available from:  http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19747264

15. Janssen PA, Saxell L, Page LA, Klein MC, Liston RM, Lee SK. Outcomes of planned home birth with registered midwife versus planned hospital birth with midwife or physician. [Internet]. CMAJ: Canadian Medical Association journal = journal de l’Association medicale canadienne 2009 Sep;181(6-7):377-83.[cited 2011 Aug 12] Available from: http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=2742137&tool=pmcentrez&rendertype=abstract

16. de Jonge A, van der Goes BY, Ravelli ACJ, Amelink-Verburg MP, Mol BW, Nijhuis JG, Bennebroek Gravenhorst J, Buitendijk SE. Perinatal mortality and morbidity in a nationwide cohort of 529,688 low-risk planned home and hospital births. [Internet]. BJOG: an international journal of obstetrics and gynaecology 2009 Aug;116(9):1177-84.[cited 2011 Sep 6] Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19624439

17. Birthplace in England Collaborative Group. Perinatal and maternal outcomes by planned place of birth for healthy women with low risk pregnancies: the Birthplace in England national prospective cohort study [Internet]. BMJ 2011 Nov;343(nov23 4):d7400-d7400.[cited 2012 Mar 20] Available from: http://www.bmj.com/cgi/content/abstract/343/nov23_4/d7400

18. van der Kooy J, Poeran J, de Graaf JP, Birnie E, Denktasş S, Steegers EAP, Bonsel GJ. Planned home compared with planned hospital births in the Netherlands: intrapartum and early neonatal death in low-risk pregnancies. [Internet]. Obstetrics and gynecology 2011 Nov;118(5):1037-46.[cited 2012 Feb 29] Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22015871

19. McIntyre MJ. Safety of non-medically led primary maternity care models: a critical review of the international literature. Aust Health Rev 2012 May; 36 (2): 140-7. [cited 2012 Jul 29] Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22624633

20. Olsen O, Jewell MD. Home versus hospital birth. [Internet]. Cochrane database of systematic reviews (Online) 2000 Jan;(2):CD000352.[cited 2012 Jun 11] Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10796198

21. Brasil. Ministério da Saúde. Parto, Aborto e Puerpério: Assistencia Humanizada à Mulher [Internet]. 2001; 1-200. Available from: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cd04_13.pdf

22. Diniz SG, Chacham AS. “The cut above” and “the cut below”: the abuse of caesareans and episiotomy in São Paulo, Brazil. [Internet]. Reproductive health matters 2004 May;12(23):100-10.[cited 2011 Sep 20] Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15242215

23. Diniz SG. Gênero, saúde materna e o paradoxo perinatal [Internet]. Revista brasileira de crescimento e desenvolvimento humano 2009;19(2):313-326.[cited 2012 Jun 14] Available from: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12822009000200012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

24. Capriglione L. Uma em 4 mulheres relata maus-tratos durante parto. Folha de São Paulo, 2011 [Internet]. Folha de São Paulo 2011; Available from: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2402201101.htm

25. Bowser D, Hill K. Exploring Evidence for Disrespect and Abuse in Facility-Based Childbirth [Internet]. USAID-TRAction Project 2010; 1-57. Available from: http://www.tractionproject.org/sites/default/files/upload/RFA/RespectfulCare at Birth 9-20-101 Final.pdf

26. MINISTÉRIO DA JUSTIÇA - MJ; MINISTÉRIO DA SAÚDE - MS. Lei No. 11.108 [Internet]. 2005; Available from: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11108.htm

27. Gois A, Menchen D. Cesáreas superam partos normais pela primeira vez no país [Internet]. Folha de São Paulo 2011; Available from: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1009189-cesareas-superam-partos-normais-pela-primeira-vez-no-pais.shtml

28. DATA SUS. C.3 Razão de Mortalidade Materna [Internet]. TABNET.DATASUS.GOV.BR 2008; Available from:  http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb2010/C03b.htm

28. Morse ML, Fonseca SC, Barbosa MD, Calil MB, Eyer FPC. Mortalidade materna no Brasil: o que mostra a produção científica nos últimos 30 anos? [Internet]. Cadernos de Saúde Pública 2011 Apr;27(4):623-638.[cited 2012 Jun 14] Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2011000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

30. Amorim MM. Parto Normal vs. Cesárea - (parte 2): por que as taxas de cesárea são tão elevadas no Brasil? - Parto - Guia do Bebê [Internet]. Guia do Bebê 2011;[cited 2011 Sep 18] Available from: http://guiadobebe.uol.com.br/parto-normal-vs-cesarea-parte-2-por-que-as-taxas-de-cesarea-sao-tao-elevadas-no-brasil/

31. Faúndes A, Pádua KS de, Osis MJD, Cecatti JG, Sousa MH de. Opinião de mulheres e médicos brasileiros sobre a preferência pela via de parto [Internet]. Revista de Saúde Pública 2004 Aug;38(4):488-494.[cited 2011 Sep 20] Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102004000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

Esta página foi publicada em: 08/08/2012.

Mais deste AUTOR:

Comentários

Thalitalira

ola,gostaria de que se possivel a Dra. me desse algumas dicas onde encontrar mais informçoes sobre esse assunto,estou começando meu TCC justamente sobre isso,e seria maravilhoso algumas dicas dela!
Grata.

Estudamelania

Thalita, comece pegando as referências aqui citadas, depois procure no Scielo com o descritor "Parto domiciliar" e no Medline com o MESH "home births". Aprender a pesquisar a literatura e encontrar as referências faz parte do processo de aprendizagem e é para isso que servem os TCC. Abraços!

Carol

Continuando 2: Desculpe me estender mas gostaria de saber quais são as chances de eu ter que levar meu filho ao hospital após o parto

Estudamelania

As suas chances individuais, é impossível responder, mas a literatura refere transferência neonatal em menos de 5% dos casos.

Carol

Continuando: no entanto, meu obstetra muito profissionalmente me informou que existe um certo preconceito nos hospitais com mães que optam por parir em casa, e que caso o meu filho necessite de atendimento hospitalar por alguma razão é grande a chance de eu ser mal-atendida, ou até mesmo de negarem uma vaga - um verdadeiro absurdo mas sabemos que acontece.

Carol

Dra. Melania, seu texto é muito esclarecedor.. Gostaria de expor aqui um anseio meu, estou na 20ª semana de gravidez, estou sendo acompanhada por 2 obstetras "humanizados", um que só atende parto hospitalar e o outro atende também parto domiciliar. Não tenho dúvidas que parir em casa é seguro, e é também o meu desejo.

Tatianacecilia

E isso aqui ñ é um fórum de discussão. Como vou dissertar sobre qualquer coisa c/ o número de caracteres limitado? E qd citei o site da Amy Tuteur foi apenas p/ trazer o caso da mãe q/ estava feliz por ter tido um VBAC embora o bebê tivesse sofrido danos cerebrais. Não citei a Dra. Amy como autoridade. Vc perdeu a razão qd se alterou dessa forma. P/ mim sua opinião ñ passa de uma entre tantas!

Tatianacecilia

Dra., ñ vou entrar em debate nenhum c/ vc. Não entendi o pq de tanta histeria em torno do meu comentário. Pq se ofender tanto c/ o comentário de uma pessoa leiga? É um absurdo vc ficar me provocando para entrar numa discussão c/ vc qd sabe q eu ñ sou da área. Vc quer discutir legislação e doutrina comigo? Ou vai se acovardar?

Guia do Bebê

Olá, Tatianacecilia. Estamos acompanhando aquilo que é para ser algo saudável e de certo ponto respeitoso entre todos que se propõem a emitir um comentário ou opinião. O Guia do Bebê é e sempre será um espaço aberto para todos aqueles que desejarem compartilhar seus pontos de vista. O que não poderemos continuar aceitando são provocações do tipo de que você tem feito, como acusar a Dra, Melania Amorim de "irresponsável" como no você fez em seu primeiro “post” sem apresentar, no mínimo, referências reconhecidas pelo meio acadêmico ou instituições reconhecidas. Agora novamente você vem utilizar esse espaço para incitá-la a entrar em uma espécie de jogo moral onde caso ela não aceite participar seja considerada “covarde”. Acreditamos que uma pessoa que se expõe como ela o faz em um momento super delicado como o que vivemos no qual um médico já está sendo ameaçado de ter seu registro cassado por acreditar naquilo que ela também acredita, que é o direito de escolha de onde a gestante deverá realizar seu parto, não é uma atitude covarde. É uma atitude de um ser humano cheio de coragem e disposto a sair de sua zona de conforto para arriscar sua reputação e anos de dedicação à sua carreira. Por isso, se você acredita que tem condições de realizar uma defesa do contrário ou conhece alguém disposto a escrever sobre o assunto, sinta-se à vontade para utilizar o Guia do Bebê como espaço para sua exposição, pois o Guia do Bebê está de portas abertas para isso. Mas para isso utilizaremos outros meios e não este espaço aqui, pois como você disse, esse espaço é limitado para ser considerado zona de debate. Então, entre em contato através do “fale conosco” e nos envie material para ser avaliado e se aprovado do ponto de vista técnico, ele será publicado, mesmo que todas as informações nele contidos sejam contrárias aos publicados pela Dra. Melania Amorim.

Estudamelania

Tatiana, eu não estou ofendida, em absoluto e se há alguém aqui com provocações, é você. Estou discutindo serenamente o tema, do qual você foge, não tendo ainda postado um único argumento consistente em relação ao tema em debate. Ao contrário, apela para estratagemas erísticos (pelo menos o 29, o 34 e o 38, como definiu Schopenhauer), tentando (só tentando, porque não consegue) me provocar.

Não adianta alegar que não é da área, eu vivo discutindo em altíssimo nível com muitas mulheres que não são profissionais de saúde e que têm muito mais conhecimento das evidências científicas do que vários colegas médicos. Se você não consegue discutir o assunto por falta de conhecimento - e pelo visto, não tem interesse em aprender - por que veio participar do debate?

O foco desta coluna não é legislação nem doutrina, mas pode estar certa de que se eu fosse participar de um fórum sobre legislação - o que soi acontecer, em sendo os direitos reprodutivos de meu máximo interesse, estaria discutindo embasada em estudos ou questionando os estudiosos, e não querendo impor os meus achismos ou atacando os adversários.

Todavia, não pretendo me desviar do assunto em tela: parto domiciliar. Caso você tenha interesse em voltar para o tema, terei todo o prazer de o discutir com você, se tiver dúvidas despertadas pela leitura das evidências que postei farei o possível para esclarecer uma a uma.

Destarte, caso continue somente com o intuito de provocar, sinto informá-la de que a deixarei falando - ou escrevendo - sozinha. E não adianta apelar para o estratagema 14, porque isso aqui não é uma liça e não há "vitoriosos" ou perdedores. Em sendo este um espaço democrático, certamente não haverá censura para suas provocações, mas cairão no vazio.

Para a limitação de caracteres, sugiro fragmentar os seus posts, transformando-os em parágrafos. Fique certa de que isso não comprometerá a leitura. Faço isso constantemente quando posto em qualquer fórum virtual que me limite o número de palavras. Desde que não se configure a terrível "trollagem", nem eu nem o Guia do Bebê iremos impedi-la de postar vários comentários sucessivos, em prol da livre expressão.

Este foi o último aviso. Só responderei doravante sobre parto domiciliar, dúvidas e evidências.

Tatianacecilia

Mas ñ vou debater c/ vc

Estudamelania

É uma pena, porque isso denota que você não consegue trazer o que lhe pedi para prosseguir o debate, ou seja, evidências científicas consistentes.

Estaremos aqui, nesta coluna, sempre abertos para discutir educadamente com argumentos científicos, e não com achismos ou elucubrações que não podem ser empiricamente comprovadas.

Depoimento