Gestantes

Os riscos de uma gestação prolongada

Segundo o Ministério da Saúde, caracteriza-se gestação prolongada, também conhecida como pós-datismo, aquela cuja idade encontra-se entre 40 e 42 semanas. Gravidez pós-termo é aquela que ultrapassa 42 semanas.

Chega-se a esse número começando a contar do primeiro dia do último período menstrual. De 3 a 14% das gestações são gestações prolongadas. É um período de extrema ansiedade para a mãe que está “doida” para conhecer e acarinhar o seu bebezinho.

“A gestação prolongada muitas vezes é decorrente do erro de cálculo na idade da gestação, daí ser necessária uma avaliação para diferenciar a gestação fisiologicamente prolongada da gestação patologicamente prolongada” relata Rodolpho Vieira, ginecologista.

Para o feto crescer e se desenvolver adequadamente é preciso de nutrição e respiração, funções placentárias. O transporte de nutrientes e oxigênio pela placenta decresce na gestação após 40 semanas.

O que pode ocasionar a longa gravidez? A gestação prolongada pode ocorrer por diversos motivos, dentre os quais baixo nível de sulfato de dehidroandrosterona (que ocorre quando há bebês com síndromes como anencefalia, ou seja, sem cérebro), bebês que morrem antes do nascimento, gestante com idade avançada ou primeira gestação, entre outros.

Depois de atingir 40 semanas de gestação, a mortalidade perinatal (durante o parto) aumenta, principalmente quando ultrapassa 42 semanas. Também aumenta o risco do bebê aspirar mecônio, isto é, seu próprio cocô, podendo ficar com seqüelas ou até mesmo levar à morte.

Rodolpho diz que “o diagnóstico de gestação prolongada só é possível com o conhecimento preciso da idade gestacional estimada durante a assistência pré-natal. Esta determinação é importante para diminuir o diagnóstico falso de gestação prolongada e ajudar a definir a partir de que momento a gestação passa a estar com o risco aumentado”.

A gestante pós-termo que apresenta baixo risco para complicações, geralmente tem seu parto induzido. A conduta deve objetivar a avaliação da vitalidade fetal através do registro da movimentação fetal, cardiotocografia, dopplervelocimetria, amnioscopia observando a presença de mecônio e ultra-sonografia.

Por esses motivos, a realização de um pré-natal bem feito é de extrema necessidade desde que se descobre a gravidez, prevenindo assim muitos riscos que podem prejudicar seu bebê e você.

Bruno Rodrigues

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