Crescidinhos

Trauma infantil

O trauma infantil pode ter origens diferentes mas sempre é muito doloroso e quase impossível suportar

Alguns casos:

- violência infantil - que se caracteriza por maus tratos físicos;

- abuso sexual - quando há qualquer tipo de contato sexual entre a criança e um adulto ou simplesmente pessoa mais velha;

- criança negligenciada física e ou emocionalmente - quando os responsáveis por ela não fornecem os cuidados básicos necessários e adequados;

- criança que sofreu acidente traumático ou testemunhou violência contra pessoa muito próxima e outras situações.

Menina solitária em aparente sofrimento

Dependendo do grau de fragilidade emocional apresentado pela criança, o estresse pós-traumático poderá ser mais profundo e difícil de lidar.

Certamente, cada caso é um caso e, de forma geral, a criança necessita urgentemente de apoio psicoemocional e de segurança.

Conversar com a criança várias vezes e sempre que necessário, favorecendo um espaço emocional para que possa expressar livremente seus sentimentos, sem críticas ou julgamentos. Muita gente acha que não se deve tocar no assunto, mas é completamente o inverso. Quanto mais a criança falar, mais vai aliviar sua dor e se conscientizar de que não teve culpa.

Se se trata de  uma criança retraída, apática e calada, peça que desenhe suas emoções ou o que aconteceu, enfim, o que ela desejar e conseguir. O que não pode é fazer de conta que nada aconteceu, pois estará prejudicando a recuperação da criança, sua saúde física e  mental, além de menosprezar seus sentimentos.

Apesar de não haver um modelo de comportamento ou de emoção expresso pela criança que vivenciou o trauma, as consequências são graves de tal forma que os pais ou responsáveis mais atentos, conseguem detectar que algo muito sério está acontecendo com seu filho.

A criança pode apresentar distúrbio do sono com pesadelos constantes, ansiedade mais exacerbada, estado de alerta como se a qualquer momento pudesse estar em perigo novamente, voltar a molhar a cama, perda de apetite, vômitos, choro intenso e frequente, tornar-se arredia e com certo grau de agressividade. Ou seja, o comportamento infantil apresenta mudanças extremas.

Importante destacar que, se a criança tiver assistência adequada, rodeada de pessoas que ama e confia, de modo que possa se reassegurar de que está protegida, amparada e de que é compreendida e amada, com o tempo vai readquirindo confiança e, na medida do possível, reassume a rotina anterior.

Mas nem sempre é assim. Por ser uma situação muito dramática e de risco, para algumas crianças, a rede de apoio familiar e de amigos, não é suficiente. Necessitam de apoio profissional capacitado e imediato, bem como, as famílias para, além de amenizar seu próprio estresse, também possam aprender como ajudá-las quando estiverem em casa.

Comentários

Minha filha de 6 anos, vem constantemente sendo agredida por dois colegas da mesma idade que ela. Até então, fiz vista grossa por achar que era briguinha de criança. Porém, de agosto pra cá, suas queixas se intensificaram e na última vez que estive na escola (dia 4/10) fiquei sabendo que as agressões são constantes e de graça. o que faço? Denuncio no conselho tutelar?

Guia do Bebê

Primeiro converse com a direção da escola, se nada mudar, você deve comunicar o conselho tutelar.

Nena

Tenho um netinho com quase 5 aninhos e ainda faz cocô nas calças, a mãe já tentou de tudo para ele usar o banheiro ou o penico,mas foi em vão. E pouco tempo atrás ele sofreu um engasgamento e traumatizou e agora ele está mais arredio e muito apegado com o pai. O que fazer nesse caso, procurar especialista? Obrigada desde já.

Guia do Bebê

O ideal é mesmo você procurar ajudar psicológica para que seja avaliada se há uma ligação entre o episódio de engasgo, as crises de comportamento e o não desfralde e com isso ajudar seu neto a passar dessa fase.

Julia

Meu filho tem 6 anos e foi abusado sexualmente pelo primo que tem 10 anos, ao comentar conosco o que havia acontecido ele chorou e sentiu-se envergonhado, eu e o pai dele ficamos muito confusos e abalados e no momento a nossa atitude foi dizer que o que aconteceu erá errado, conforta-lo e deixar claro que a culpa não tinha sido dele, e pedimos segredo a ele. Será que agimos correto???

Karen Kaufmann Sacchetto

Olá Júlia, como vai?
Desculpe-me a liberdade em responder-lhe mas acredito que algumas palavras possam lhe tranquilizar.
Em primeiro lugar, procure verificar se foi realmente um abuso ou uma brincadeira. As crianças nessa faixa etária (entre 4 e 7 anos aproximadamente) estão em plena descoberta de seus corpos e das áreas que lhes dão prazer.
O fato de o primo ser 4 anos mais velho é, sim, um sinal de alerta, pois já está em outra fase de descobertas, mas ainda não desenvolveu 100% seu pensamento formal. Ou seja, ele ainda não consegue efetivamente se colocar no lugar do outro e nem medir as consequências de seus atos, pois ainda não pensa como um adulto. Por isso, é preciso avaliar a situação com cuidado.
Seu filho ter lhes contado é um sinal muito bom. Ele talvez tenha tido dificuldades em dizer não ao primo e percebeu que a brincadeira foi longe demais. É importante que ele encontre em vocês um canal para falar e sentir-se acolhido.
Eu sugeriria que conversassem com os pais e buscassem ouvir a versão do primo para ter certeza de que não há uma ampliação excessiva dos fatos e então conversar sem tratar os acontecimentos como algo "feio" e nem superestimar, pois ao crescer eles perceberão que não é feio, que é algo que dá prazer e então poderão perder a confiança naqueles que teoricamente só lhes diriam a verdade.
É importante dar informações verdadeiras para que eles sintam confiança em contar as coisas a vocês.
Caso deseje, na minha página há alguns artigos a respeito http://guiadobebe.uol.com.br/karen-kaufmann-sacchetto/ e também meu e-mail de contato.

Espero que tenha auxiliado.
Um abraço,
Karen

Deza

muito bom esse site

Sidi

Queria ajuda,tenho um filho de 05 anos e não quer tirar o pijama de jeito algum, ja tentei a barganha,ir com as brutas,mil propostas, até ao medico ele foi de pijama, na loja, mercado diversos lugares e tb não sente frio, de de uma luz por favor. será que pode ser um trauma ?.

Ju

ola tenho uma menina de 2 anos e 11 meses e no fim do mes que vem faz 3 anos so desde quando completou 1 ano venho percebendo suas atitudes com a palavra metida ela entra em desespero o que pode ser isso , algum trauma de gravidez ou nada a ver

Susu

ola sou mae de um lindo menino de 5 anos q agora tem me dado alguns problemas a principio achei q fosse normal mas depois de conversar com o pediatra dele descobri q nao e normal bom meu filho ainda faz coco nas calças ja tentei de tudo pra resolver varias conversas mas nada adianta pesso conselhos de alguem q talvez passe pelo msm problema pois o pediatra acha q ealgum trauma mas relacionado aq

Tina

Meu filho hj tem 3 anos mais aso 6 m descobrimos que ele tinha alergia ao leite e intolerância a lactose. Só que mesmo fazendo tudo como o médico mandava ele continuava com os vômitos e a regeição as comidas só gostava de mamar , após 1 ano e 2 meses e vários exames dolorosos descobrimos junto com a gastro-pediatra e o psicologo que ele havia sido muito maltratado em 2 hotelzinhos.Até hj sofremos.

Mirielli_bueno

Tenho uma filha de 6 anos, e toda vez que ela chega na porta da escola, já pede para ir ao banheiro. Quando não é na porta da escola, é em casa antes de irmos à escola.
Gostaria de saber se pode ser um trauma. E de que trauma seria.

obrigada

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