Pesquisar
atualizado em 04/01/2016 11:05h

Secreções vaginais durante a gravidez

Algumas secreções são comuns na gravidez e não necessitam de nenhum cuidado, mas existem outras que funcionam como sinais de alerta e devem ser observadas pelo médico.

publicidade

Durante a gravidez, o corpo da mulher passa por inúmeras mudanças. É comum notar alterações físicas, hormonais e também psicológicas. Todas essas novidades acabam preocupando as futuras mamães, cheias de dúvidas e ansiedades pela espera do bebê. As secreções vaginais assustam e confundem, pois algumas são normais e outras são sinais de alerta para as gestantes.  

O aumento das secreções vaginais é normal na gravidez. A maior parte é benigna e fisiológica. No começo da gestação o muco tem um aspecto leitoso e quase sem odor. A mudança na secreção é normal conforme os meses passam. Perto do parto, ela é bem mais volumosa que o normal e pode ter uma coloração avermelhada/amarronzada – é o tampão mucoso, uma camada de muco que “tampa” o útero por dentro. É um sinal de que o corpo da mulher está se preparando para o nascimento do bebê, o que não significa que o parto será logo – isso varia de mulher para mulher. Entretanto, a saída do tampão mucoso não ocorre em todas as gestações.

Outras secreções requerem cuidados e providência das mamães, como o líquido amniótico, que está dentro da bolsa em que o feto está mergulhado. Se a grávida desconfiar que está perdendo esse líquido, ela deve procurar atendimento médico, que identificará se esse é o caso. 

O líquido amniótico tem um cheiro parecido com água sanitária. Quando a bolsa rompe em uma gestante com mais de 37 semanas, os médicos realizam o parto em até 24 horas. Já a perda do líquido antes desse período pode apresentar riscos para o bebê. Então, os profissionais devem analisar as condições e decisões que serão tomadas. 

Os sangramentos na gestação também são motivo de preocupação. Assim como no caso da evasão de líquido amniótico, a mulher deve procurar ajuda médica. As causas dos sangramentos na gestação dependem do período em que ela se encontra. No começo, pode ser uma ameaça ou aborto em andamento. Com o amadurecimento da gravidez, se acompanhado de dor e contração, pode ser o deslocamento da placenta. Em todo caso, a gestante deve repousar e procurar seu médico. 

O único momento que pode ser comum o sangramento é durante o trabalho de parto. Durante toda a fase de dilatação, o colo do útero começa a afinar e alargar, podendo sangrar. Um acompanhamento sério e um pré-natal completo são essenciais para evitar esses sustos durante a gravidez. 

Algumas secreções podem não ser naturais da gravidez e necessitam de tratamento. Durante todo o período da gestação, a vagina sofre alterações e está mais suscetível a apresentar infecções. As características são facilmente reconhecidas e o médico deve ser imediatamente consultado para indicar o tratamento ideal e evitar problemas. Se as gestantes sentirem dor nas relações sexuais, corrimento com odor forte e cor (acinzentada, esverdeada), ardor vaginal e incômodo, pode ser sinal de uma infecção, como candidíase (infecção muito comum na gestação), vaginose, trichomonas e clamídia.

Mulher grávida sentada no vaso sanitário - foto: Yuriy Rudyy/ShutterStock.com

publicidade
publicidade