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Cuidado com o açúcar

O açúcar pode ser consumido, porém em quantidade muito reduzidas. O consumo em excesso pode desencadear processos indesejáveis como a obesidade

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ATENÇÃO!
Até o sexto mês de vida o bebê deverá ser alimentado exclusivamente com o leite materno. Ele não precisará de água ou chás. Qualquer mudança nessa regra deverá ser feita com orientação do pediatra.

Cuidado com o açúcar

O açúcar em excesso é um perigo, e não só para os dentes. Pediatras da Escola de Medicina da Universidade de Yale concluíram uma investigação que comprovou antiga suspeita: a ingestão excessiva de açúcar pode deixar as crianças pequenas irritadas e dispersivas. É que o doce, além de provocar mais concentração de insulina no sangue, também aumenta a quantidade de adrenalina; e esse hormônio, em excesso, pode provocar ansiedade, excitação e dificuldade de concentração.

Segundo os pesquisadores, os efeitos negativos da ingestão de doces, balas e refrigerantes são maiores e mais evidentes quando a criança come açúcar com o estômago vazio.

Um exame das ondas cerebrais de crianças, logo após elas terem comido doces e bebido refrigerantes, revelou, na grande maioria dos casos, mudanças significativas na capacidade de concentração. Adultos, submetidos a dieta semelhante, não apresentam os mesmos efeitos.

Refrigerantes tem cafeína (com exceção de alguns). A cafeína é excitante e pode afetar a atenção e aumentar a inquietude. Excitante do sistema nervoso central, a cafeína em excesso vai desencadear reações de estresse, com liberação de adrenalina e outros hormônios as supra-renal.

cuidado com a quantidade de açúcar oferecida às crianças - Foto: cuncon / pixabay.com

Os açúcares fazem falta na alimentação, mas fazem parte da dieta habitual e são encontrados, por exemplo, no leite (lactose), nas frutas (frutose e sacarose). Pelo processo digestivo são desdobrados em açúcares mais simples. Por exemplo, a lactose é desdobrada em glicose + galactose e a sacarose em glicose + frutose. O amido das farinhas de cereais e dos tubérculos (como a batata) e raízes (como a mandioca) também são desdobrados no intestino em moléculas de glicose. O amido, na verdade, é uma longa cadeia de moléculas de açúcar (de glicose, para ser exato).

Em outras palavras: ninguém pode viver sem açúcar, que é uma fonte de energia, mas a dieta normal tem açúcares naturais em abundância, o suficiente para cobrir nossas necessidades. Esses açúcares não nos fazem mal nem provocam cáries, porque suas moléculas são grandes.

O uso habitual de balas, doces, biscoitos açucarados, geleias, refrigerantes, achocolatados e açucarados, provoca na boca a presença de um excesso de açúcares de moléculas pequenas, favorecendo a proliferação de bactérias e a formação de cáries e inflamação nas gengivas.

Ainda pior é o desequilíbrio alimentar provocado pela ingestão de alimentos açucarados artificialmente. Um dos segredos da boa alimentação é a proporção correta dos diversos nutrientes: proteínas (carnes, arroz integral, ovo, leguminosas como o feijão), gorduras (animais e vegetais), hidratos de carbono ou glicídios (farinhas, açúcares), sais minerais e vitaminas. Ao comer açúcares em excesso, normalmente há menos fome para comer os outros alimentos (uma tese, hoje, contestada por vários pesquisadores). O perigo da alimentação rica demais em açúcar e desbalanceada é a criança ficar obesa e anêmica.

Quando a mãe introduz para o bebê alimentos açucarados (banana amassada com muito açúcar, com mel ou com geleia, por exemplo), antes de introduzir a sopa de legumes, vai esbarrar na recusa de aceitação de alimento salgado. Algumas mães, percebendo o mecanismo de causa e efeito, cuidam de colocar açúcar na sopinha, mas é um erro.

Mas as frutas, raspadas com a colher ou em pedacinhos, introduzidas a partir do sexto mês de vida, sem açúcar e dadas com a colher, não atrapalham em coisa alguma a alimentação de sal.

Os chamados naturalistas costumam afirmar que o mel é um excelente substituto do açúcar e que não há restrições contra o seu uso. Não é verdade. O mel é um açúcar semelhante à sacarose, sofrendo as mesmas restrições. É uma fonte pobre de vitaminas, ao contrário do que divulga a propaganda dos lobbies do mel. Além disso, a recomendação da ANVISA é de que crianças com menos de 1 ano NÃO devem consumir mel.

Quando consumido com outros nutrientes, especialmente proteínas, o açúcar é metabolizado com mais facilidade pelo organismo e os riscos de alterações de comportamento são reduzidos.

A pesquisa continua e, pelo menos por enquanto, os cientistas não encontraram relação entre a hiperatividade das crianças e o consumo excessivo de açúcar.

Qual a quantidade de açúcar pode-se consumir por dia?

Doces - foto: Evan Lorne/ShutterStock.com

Atualmente a recomendação máxima de açúcar é de 50 gramas, algo como 5 colheres de sopa rasa ou 6 colheres de chá ou 1/3 de xícara de chá.

Olhando assim parece fácil fazer o controle. O problema é que existe açúcar na bala, no chocolate, no refrigerante, no achocolatado que colocamos no leite, no biscoito/bolacha, nos sucos de caixinha e em uma infinidade de produtos industrializados, e saber exatamente quanto de açúcar tem em cada uma das porções que se consome diariamente desses produtos é praticamente impossível para nós, simples mortais.

Portanto, redobre a atenção e evite o consumo de açúcar ao máximo. Isso fica mais fácil se você diminuir o consumo de produtos industrializados.

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