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atualizado em 01/07/2008 12:00h

Bebê tem que mamar logo que nasce!

O aleitamento materno é fundamental nos primeiros minutos de vida do novo serzinho.

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A visão do parto que existe na cabeça da grande maioria das mulheres é assim: a gestante sente muitas dores e “expulsa” o bebê de dentro da barriga (seja com o parto cesárea ou normal). Em seguida, o bebê é levado para as avaliações necessárias, toma banho e assim vai para o berçário, reencontrando a mãe depois de um tempão.

A realidade em alguns hospitais ainda é essa, infelizmente. Entretanto, uma boa parte das maternidades realiza um trabalho mais humanizado, isto é, respeitando o momento ímpar entre mamãe e bebê. O aleitamento materno é fundamental nos primeiros minutos de vida do novo serzinho.

Mesmo aquela mamãe que por vezes não pode nem sentar e está cansada do exaustivo trabalho de parto, é preciso sim dar atenção imediata ao filho. Seja forte, mulher!

Mãe descansando após o parto com seu bebê no colo - foto: ChameleonsEye/ShutterStock.com

As vantagens da amamentação imediata são muitas e beneficiam tanto bebê quanto mamãe.

Começando pela produção de hormônios que acontece logo depois do parto numa interação mãe-bebê. O ato de o bebê sugar o leite libera a oxitocina que aumenta as contrações uterinas da mamãe, expulsando com maior facilidade a placenta e já fazendo com que o corpo da mulher volte ao normal.

“Sugando o seio da mãe, o bebê também ajuda na descida do leite materno, já que o ato de sugar joga na corrente sanguínea da mamãe o hormônio prolactina que estimula a produção de leite”, relata a fonoaudióloga Jamile Elias, aprimoranda em Saúde Materna-Infantil pelo Hospital Guilherme Álvaro, em Santos/SP.

A endorfina também é liberada quando o bebê é amamentado logo após o parto, diminuindo as dores da mamãe, que muda o seu foco da dor para o bem-estar do seu filho. E com esse foco desperta o instinto de proteção e cuidado.

O quanto antes no peito - Quanto mais precoce for a primeira mamada, mais vínculo se criará entre mamãe e bebê, prolongando assim o tempo de amamentação.

A fonoaudióloga Jamile Elias diz que a amamentação deve ser exclusiva até os seis meses de vida do bebê, pois mamãe e filho se beneficiem ao máximo das vantagens da amamentação exclusiva, como menor risco de doenças e alergias.

Outra vantagem: o contato pele a pele nos primeiros minutos de vida contaminará o bebê de germes e bactérias da própria mãe que são menos agressivos, criando imunidade, principalmente com o colostro (leite das primeiras mamadas), prevenindo assim de alguma infecção posterior.

Quer mais? O bebê ainda não regula normalmente sua temperatura. A relação precoce da mãe com o bebê que acabara de nascer faz com que a ela regule o corpo do pequeno ao estar em contato pele a pele, evitando assim uma hipotermia (choque entre a temperatura normal de uma pessoa com a do ambiente).

Prêmio a quem incentiva o aleitamento “imediato” - A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) propuseram ações em apoio ao aleitamento materno desde os primeiros minutos de vida do bebê.

Uma dessas ações chama-se “Iniciativa Hospital Amigo da Criança - IHAC”. Para receber esse título, o hospital precisa seguir dez mandamentos que incentivam o aleitamento materno. E o quarto item dessa lista pede:

“Ajudar as mães a iniciar a amamentação na primeira meia hora após o parto”

Mesmo os hospitais que não tem esse título podem ajudar as mamães a amamentarem seus bebês nos primeiros minutos de vida.

Dicas

Se você quer se beneficiar desse contato precoce converse antes com os médicos que realizarão o seu parto e com o hospital.

Quanto mais informações sobre parto e amamentação você tiver melhor preparada estará para beneficiar seu bebê e a você mesma.

Amamentar os bebês imediatamente após o nascimento pode reduzir consideravelmente a mortalidade neonatal.

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