A guarda compartilhada na vida dos pais e da criança

Não existe um modelo pré-defino de guarda compartilhada, cada família deve procurar o seu ideal, levando em consideração principalmente o bem-estar da criança.

A separação dos pais é um momento traumático para a criança. A Guarda Compartilhada, como o próprio nome diz, é uma maneira de tentar fazer com que tanto o pai quanto a mãe mantenham relação regular com o filho depois do divórcio.

Esse tipo de guarda consiste em dividir entre os pais separados todos os direitos e deveres em relação ao filho. Todas as principais decisões devem ser tomadas em conjunto pelos genitores, montando um esquema de convivência da criança com ambos.

Isso não quer dizer que será dividido o tempo da criança em 50% para a mãe e 50% para o pai. Pode ocorrer da criança passar três dias na casa de um e quatro na casa do outro, por exemplo. A criança pode morar na casa do pai, mas a mãe divide com o pai quem leva para a escola, aos passeios, atividades extra-escolares, férias.

Pai e mãe segurando o filho pelo braço - Bernad / ShutterStock

Cada família encontra saída para a sua realidade. A guarda compartilhada não tem um modelo pré-definido.

Na teoria, a decisão de haver consenso parece ser a mais salutar, mas nem sempre o pai e mãe falam a mesma língua, principalmente após uma separação.

A guarda compartilhada pode ser realizada mesmo quando os pais não tem uma boa relação ou estão se separando no litígio. O que os pais devem entender que não serão mais um casal, mas sempre serão pais daquela criança.

No começo é difícil, mas com o tempo e o querer ficar ao lado dos filhos levam os pais a entrarem em consenso e ver o que é melhor para as crianças.

A guarda compartilhada é o ideal a ser buscado no exercício do poder familiar entre pais separados, mesmo que demande deles reestruturações, concessões e adequações diversas, para que seus filhos possam usufruir, durante sua formação, do ideal psicológico de duplo referencial”, afirmou a relatora e ministra Nancy Andrighi.

A Associação de Pais e Mães Separados (Apase) constatou que 15% das guardas no Brasil já são compartilhadas.

Para quem acha que isso pode ser confuso para as crianças, os especialistas dizem o contrário. A psicoterapeuta Lidia Aratangy diz que as diferentes regras na relação com o pai e com a mãe ajudam a criança a ter noção de responsabilidades e adaptação. O que pode na casa de um, nem sempre pode na casa de outro.

Os pais devem deixar de lado interesses pessoais e mágoas e pensar em primeiro lugar o bem estar dos seus filhos que precisam conviver frequentemente com papai e mamãe.

APASE - www.apase.org.br

Bruno Rodrigues

Comentários

Prof. Aline

Tenho 2 filhos de pais diferentes, do primeiro cheguei a entrar em depressão e até hj tomo remédio controlado, durante a gravidez fingiram, inventaram boatos, ausência, desprezo, ameaças... depois o filho nasceu ahhhh ai parece q encantou qria casar....agiram como se nada tivesse acontecido, q os 9 meses tivessem sido o mais brilhante possível.

Patty

Não concordo da justiça,queira que meu filho fique com o pai que é um irresponsável que bebe e fica agressivo,que durante 3 anos nunca pagou nada, meu filho não o conhece,a justiça tem que ver que pai é esse passou anos ser ver o filho,e de uma audiência vai passar a ser o melhor pai do mundo,nunca pessoas não mudam ele não vai muda.

Dea

Tenho um filho de 4 anos sou separada a 3 do pai nossa relacao nao e muito boa e agora quer a guarda compartinhada tenho medo que possa confundir o meu filho sendo que eu dou limites ja o pai acho que td e liberado porque e crianca,sera que vai fazer bem ao meu filho passar mais tempo cm o pai,o que faco?posso negar a justica?

Yasmin

Tenho uma filha de 3 anos e meio e sou separada. Recorremos a defensoria para delimitar deveres e direitos. Fiquei com a guarda, e ele com direito de ficar com ela aos fins de semana e ferias. o problema é que além de não cumprir a determinação, ele ainda deixa de cumprir aqueles deveres que a justiça não toca (ensinar valores e regras). Como posso resolver isso sem mais brigas????

Gueu

Boa tarde!
Tenho um filho de 4 anos, e sou separada do pai dele, gostaria de saber se o pai tem obrigação de ficar com ele nos fins de semana, ou seja se justiça tem como determinar isso, pois ele não pega o filho com frequência.
Grata1

Guia do Bebê

Em conceito, ninguém é obrigado a fazer nada, mas na prática, por vezes nos vimos forçados a fazer coisas que não estamos dispostos ou não estamos interessados. Normalmente fazemos essas coisas mediante "estímulos", seja por recompensa ou punição. Nesse caso, as coisas estão mudando na Justiça brasileira e já há punição para ausência afetiva por parte dos pais (pai ou mãe), veja no link http://guiadobebe.uol.com.br/pai-ausente-condenado-a-pagar-indenizacao-a-filha/. Recomendar a leitura desse texto à pessoa que está se ausentando já pode ser um bom começo. Existem pessoas que só "funcionam" quando sentem que seu bolso poderá sofrer baixas, infelizmente.

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