Pesquisar

Xixi na cama: quando é preciso tratar

Campanha mundial alerta para a enurese em crianças, pois o famoso xixi na cama após os cinco anos deve ser tratado com ajuda médica

publicidade
É comum que as crianças até cinco anos tenham certa dificuldade para segurar o xixi durante a noite. Trata-se de uma fase normal do desenvolvimento infantil. Entretanto, quando os pequenos continuam a urinar na cama após essa idade, é preciso investigar as causas. Isso porque pode ser uma condição de saúde chamada de enurese, que tem impacto físico e emocional e deve ser tratada com ajuda de um especialista.

“A enurese é o nome dado à incontinência urinária intermitente durante o sono, após os cinco anos de idade. A diferença de intermitente e contínua é que, nesta última, a pessoa permanece o tempo todo urinando, gotejando, enquanto a primeira ocorre em intervalos específicos de tempo”, explica a Dra. Eliane Fonseca, pediatra responsável pelo setor de urodinâmica pediátrica do setor do Hospital dos Servidores do Estado e membro executivo do board da International Children Continent Society (ICCS).

xixi na cama - Foto: dewanr2 / pixabay.com

A enurese não tem uma causa psicológica e estima-se que uma em cada dez crianças em idade escolar faz xixi na cama. O problema leva os pequenos a se sentirem envergonhados e há impactos negativos em sua vida social, como, por exemplo, evitar convites para dormir na casa de amigos. “A enurese também pode influenciar a qualidade do sono, que piora, e pode prejudicar o rendimento escolar”, acrescenta a especialista.

É importante que as famílias não subestimem o problema porque se a condição não for tratada, poderá persistir na adolescência e na vida adulta. “A maioria dos pais têm dificuldade de entender que a criança precisa de ajuda. Muitas sofrem, apanham e são vítimas de bullying, mas não passam em tratamento com um especialista”, reforça a Dra. Eliane.

Já entre os adultos, estima-se que 1 em cada 100 pessoas sofre de enurese. “É importante que os adultos também busquem ajuda, pois há tratamento”, conclui a médica.

publicidade
publicidade