Papais

Pais!

Denise Domingos
Novembro 2008

Hoje a coluna é masculina.

As mulheres geram e amamentam, mas engana-se quem pensa que os homens são coadjuvantes. Eles estão mais presentes na maternidade do que se imagina. Atualmente, pais e mães dividem as alegrias e problemas na criação dos filhos. Pelo menos é o que a gente espera tanto de um quanto do outro. Morando juntos ou não são igualmente responsáveis. Nossa coluna é uma “contadora de casos” e os homens também têm ótimas histórias sobre gestação e criação. Por isso, Vida de Mãe fica por conta deles a partir do próximo parágrafo.

 

O produtor de moda carioca Eduardo Roly começou de novo e com a mesma vitalidade da sua primeira viagem. Ele, que teve o primeiro filho aos 28 anos, tornou-se pai de gêmeos aos 50.

 

Eduardo S.A.

“Tenho quatro filhos: Pedro, Giulia, Vicente e Antonia. Aos 28 anos, tive Pedro, o mais velho. Esse foi um dos mais belos momentos da minha vida. É incrível saber que não estamos sós, que existe alguém que depende da gente. Isso muda nosso olhar em relação à vida. Muda tudo! Sete anos depois nasceu Giulia, outra luz na minha vida. Aí, pensei: ‘Agora tenho um casal. Perfeito. Naquela época, achei que tinha fechado a tampa. Enfim, estava de bom tamanho”.

 

Gemêos - Vocente

Começar de novo

“Mas o tempo passou. Descasei; casei de novo e, aos 50 anos, eu e minha mulher partimos para o projeto filho. Ela com 43 anos e sem filhos. Fizemos um tratamento para engravidar, que deu certíssimo. Tão certo que engravidamos de gêmeos. Um  lindo casal: Vicente e Antonia”.

Gemêos - Antonia

 

Olá filhos, vou ser pai de gêmeos!

“A primeira coisa que pensei foi: ‘Como dar essa notícia para Pedro e Giulia?’ Liguei pra eles e marquei um lanche despretensioso. No meio do papo disse: ‘Vocês não podem engravidar agora’. Silêncio na mesa... Os dois com os olhos arregalados perguntaram: ‘Por quê?’. Eu respondi: ‘Porque acabei de saber que vou ser pai de gêmeos!’ Eles são completamente apaixonados pelos irmãos. Fico pensando como são diferentes e, ao mesmo tempo, parecidos. Cada um dos meus filhos tem seu jeito e personalidades diferentes”.

 

Pedro filho de Eduardo

Formação de quadrilha

“A criação dos primeiros (Pedro, que hoje tem 25 anos, e Giulia, que está com 18) foi mais tranqüila. Teve um espaço de sete anos entre eles. Já a chegada dos gêmeos, que estão com três anos de idade,  foi um impacto maior. Costumo brincar que é ‘ formação de quadrilha”.

Giulia filha de Eduardo

Mas, sem elas...

“Sinto-me totalmente realizado como pai. A cada dia sou mais agradecido às mulheres que me deram filhos tão maravilhosos. Ana e Nani, obrigado”.

 

 

Otávio e filha Marina

Nosso segundo pai é Otávo Carvalho, de 30 anos, de Minas Gerais. Sua primeira experiência com a paternidade é carregada de alegria com a chegada de Marina e tristeza pela separação da menina. Pais que gostariam de estar mais próximos do dia-a-dia dos filhos vão se identificar com seu depoimento.

 

Marina

Marina

“Fui pai aos 29 anos, de uma linda mocinha, à qual demos o nome de Marina. Eu gostaria que ela se chamasse Giordana e a mãe, Luísa. Como não chegamos a um acordo, aceitamos a sugestão de uma prima - única que agradou a “gregos e troianos”.

 

Otávio e filha Marina

Surpresa boa

“Nunca planejei ser pai. Pensava no assunto, mas queria ter uma vida estruturada antes de me dedicar à empreitada. Isso não quer dizer que ao saber que iria ser pai, a gravidez não tenha passado a ser desejada. A experiência durante aquele período, e mesmo após o nascimento, foi a mais virtuosa e sublime pela qual passei”.

 

Marina

À luz

“Participei ativamente da gestação. Curti cada consulta. Eu ansiava por tê-la nos braços. Marina veio à luz em 25 de abril de 2007. Na época, a médica disse que o parto não passaria do dia 15, o que me deixou extremamente ansioso, pois a cada dia que passava, era mais um dia de espera...”

 

Otávio e filha Marina

Dia marcado

“Casei quando soube que seria pai, mas hoje estou separado. Tenho plena consciência de que minha decisão pelo casamento não foi porque queria simplesmente registrar minha filha; eu queria participar ativamente de sua criação, educação e formação de caráter moral e ético. Não é possível dizer que o exercício do direito de visitas é algo que seja suficiente, pois ser tolhido do direito sagrado de estar ao lado dos filhos em momentos - como os primeiros passos e as primeiras palavras, por exemplo - não pode ser comparado à frieza de passar somente alguns momentos com a criança, com horários e dias marcados. Sou um pai de primeira viagem, mas fui experiente o bastante para ter uma postura moral e digna para assumir minhas responsabilidades”.

Marina com 1 ano

 

Vida de mãe volta no próximo mês, abraços.

 

Data de publicação: 11/11/08

 

 

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