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Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide em Gestantes

Conheça os principais fatores associados ao SAF e os riscos que ela traz para a gravidez

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A Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (SAF), também chamada de síndrome de Hughes, é um problema crônico que faz com que o organismo comece a produzir anticorpos que afetam a coagulação sanguínea e levam à formação de coágulos que obstruem a passagem de sangue nas veias e artérias. É caracterizada pela combinação de três fatores: trombose arterial ou venosa, complicações obstétricas e a existência de um ou mais anticorpos antifosfolípides (aFL) circulantes.

De acordo com o reumatologista Roger A. Levy, esse problema é um fator determinante em trombofilia adquirida, ou seja, obstruções nos vasos sanguíneos e não possui cura por ser uma síndrome autoimune, ou seja, um problema causado pelo nosso sistema imunológico e que passa a funcionar de forma inapropriada.

Normalmente há alguns sintomas que variam desde manchas espalhadas na pele – principalmente no frio –, tromboflebite, microtrombose disseminada, insuficiência cardíaca e até embolia pulmonar maciça, entre outros sinais. Para diagnosticar o problema são necessários exames clínicos e laboratoriais.

Muitas mulheres apenas manifestam a síndrome justamente durante a gestação, com abortos repetidos, devido a trombose que ocorre na placenta, impactando na ida do sangue até o feto, ou outras manifestações gestacionais.

Em gestantes, utiliza-se para o tratamento o AAS infantil e muitas vezes a hidroxicloroquina naquelas sem ocorrências de aborto. Entretanto, em pacientes com trombose prévia ou ainda recorrentes perdas fetais, adiciona-se a heparina subcutânea, que pode ser a regular ou a de baixo peso molecular, e deverá ser determinada pelo médico. Outras dicas são o consumo de suplementos de cálcio e vitamina D, se expor ao sol três vezes por semana durante 15 minutos e fazer atividade física, como a caminhada, para evitar a osteopenia, ou seja, a diminuição da densidade mineral dos ossos.

De acordo com Levy, os tratamentos em grávidas aumentaram o sucesso da gestação de 20 para 80 por cento. Porém, a SAF ainda proporciona mais riscos de bebês prematuros, necessidade de parto cesariana e baixo peso do feto ao nascimento do que em gestantes que não possuem o problema.

Durante a gestação, também é muito importante que sejam realizados o ultrassom com doppler de vasos placentários para avaliação do fluxo sanguíneo que está chegando ao bebê e os parâmetros de normalidade devido ao risco de trombose de placenta.

Recomenda-se que a paciente com a síndrome realize avaliação junto ao seu médico antes de engravidar, para que seja orientada corretamente quanto a sua condição e as chances de perda gestacional. O pré-natal nestes casos são os de alto risco e há sempre a necessidade de um acompanhamento de um médico hematologista.

Mulher grávida segurando sapatinhos - foto: Wong Mei Teng/ FeeImages.com

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