Síndrome de Turner

Os problemas causados pela Síndrome de Turner

Uma das anomalias cromossômicas mais frequentes que comprometem o sexo feminino é a Síndrome de Turner. Essa síndrome ocorre devido ao fato da menina apresentar somente um cromossomo sexual X.

Em casos normais, o feto feminino recebe um cromossomo sexual X da mamãe e outro do papai. Na Síndrome de Turner, é o cromossomo X do papai que não é recebido ou está com “defeito”.

Essa deficiência do cromossomo sexual acarreta em diversos problemas. O aborto espontâneo é muito comum, ocorrendo em mais de 90% dos casos dos fetos que apresentam a Síndrome.

Uma menina com Síndrome de Turner tem como característica ao nascimento a estatura baixa, inchaço das mãos e pés e muitas pregas no pescoço. Na idade pré-escolar, a baixa estatura ainda continua. Quando a adolescência chega, não há menstruação e nem há o desenvolvimento das mamas, já que seus ovários são deficientes por causa da ausência de um cromossomo sexual X.

Outros sintomas podem ser detectados, entre os quais implante baixo de cabelo na nuca, anomalias cardíacas, infecções de ouvido de repetição, diabetes e deformações na coluna. São características individuais e não se apresentam em todas as meninas com a Síndrome de Turner.

A deficiência intelectual é uma característica pouco presente, mas essas meninas têm uma maior dificuldade com o raciocínio não verbal, como a matemática.

Tratamentos - Muitas das características dessa síndrome genética podem ser amenizadas pela terapia hormonal. A prevalência da Síndrome de Turner varia de uma menina a cada 2000 nascimentos a uma menina a cada 5000 nascimentos. Já é possível detectar a doença no exame de ultrassom. Para se ter certeza, um exame de cariótipo deve ser realizado.

A menina deve ser acompanhada pelo médico endocrinologista para o início de um tratamento com o hormônio de crescimento onde se consiga uma estatura satisfatória. Não há uma idade ideal para que se comece o tratamento com esse hormônio, vai depender de criança para criança e seu crescimento.

Na adolescência, se não ocorrer o desenvolvimento da puberdade, o tratamento com hormônios femininos devem ser administrado, mas só depois que a estatura final seja alcançada.

Se houver deficiência cardíaca, otites de repetição ou outros sintomas devem ser tratados por especialistas. Uma terapia psicológica pode ser bem vinda para aumentar a auto-estima dessas meninas.

A grande maioria dessas mulheres na idade adulta é estéril devido ao não desenvolvimento das gônadas durante o desenvolvimento fetal (que formam os ovários), mas um número reduzido dessas mulheres pode engravidar.

Que fique claro: uma menina com a Síndrome de Turner pode levar uma vida como todas as outras mulheres.

Mais informações acesse o site www.turner.org.br

Bruno Rodrigues

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