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Reversão de Vasectomia tem técnica melhorada

Reversão de Vasectomia tem técnica melhorada

Com o dobro do sucesso e metade do custo da Reprodução Assistida, a reversão de vasectomia é a solução mais indicada a homens que querem voltar a poder engravidar a parceira. A informação é do urologista Jorge Hallak, especialista no tema.

A infertilidade é um fenômeno universal que atinge aproximadamente 10% a 15% dos casais, independentemente de suas origens culturais, raciais ou sociais. As inovações tecnológicas e científicas em medicina reprodutiva têm diminuído esse porcentual, por possibilitar a gravidez em casais considerados previamente incapazes de gerar seus próprios filhos. O Brasil é um dos campeões mundiais em resolução dos casos de infertilidade com técnicas como FIV (Fertilização in Vitro) e ICSI (Injeção intracitoplasmática de espermatozóide no oócito), indicadas para alguns casos de infertilidade masculina grave. O que não se sabe é que a opção por essas técnicas nem sempre é a única solução, e muito menos a melhor.

Nos casos de homens que tenham feito vasectomia, por exemplo, é indicado realizar primeiro a reversão. “A reversão atinge o dobro do sucesso, com metade do custo da Reprodução Assistida”, afirma o urologista Jorge Hallak, especialista em Reprodução Humana, do Hospital das Clínicas de São Paulo. De acordo com o médico, as taxas de gravidez durante a reversão da vasectomia são sempre superiores àquelas obtidas por meio de reprodução assistida. “Nos últimos dois anos, as técnicas evoluíram muito, com grande melhora em materiais e nas técnicas micro-cirúrgicas”, destaca.

“Mesmo para os pacientes com longo tempo pós-vasectomia, a reversão representa opção com menores custos e melhor resultado de gravidez que fertilização assistida”, ressalta. A operação de reversão da vasectomia consiste na desobstrução da passagem de espermatozóides pelo ducto diferente, cujo efeito evitava que o espermatozóide, durante a relação sexual, alcançasse o óvulo e o fecundasse.

O momento certo

Segundo Jorge Hallak, o período entre a vasectomia e o momento da reversão é um ponto crítico para o sucesso, pois quanto menor for este tempo maior a chance de retorno da fertilidade. “Nas reversões de até 3 anos após a vasectomia a chance de obter espermatozóides na ejaculação é de 97% e de gravidez 76%. Entre 3 e 8 anos de vasectomia as chances de gravidez são de 53%, entre 8 e 14 anos é de 44% e vasectomias de mais de 14 anos a chance diminui para 31%. Segundo o dr. Jorge Hallak, estatística norte-americana aponta que para o sucesso de gravidez por FIV, em 2003, foi de 31,6% por tentativa. “Assim, na pior das hipóteses, na reversão com 15 anos de vasectomia, os resultados de gravidez empatam com os de ICSI”, afirma. “Sendo que a mulher não corre os riscos de gravidez múltipla e efeitos colaterais como hiperestímulo ovariano, parto prematuro, nascimento com baixo peso e malformações congênitas”, destaca.

Vasectomia no mundo

Mais de 30 milhões de casais no mundo usam a vasectomia como método de controle da natalidade, representando 8% de todos os métodos contraceptivos. Esta porcentagem é maior em países desenvolvidos. Nos Estados Unidos, o índice tem se mantido constante (500 mil/ano), mas o número de pacientes que requisitam a reversão tem aumentado. Entre 6% a 8% dos homens vasectomizados são submetidos à reversão. O ideal é que a reversão seja realizada por um urologista experiente em microcirurgia, “pois em até 40% dos casos é necessária a vasoepididmoanastomose, pois a obstrução está no túbulo epididimário”, afirma o dr. Jorge Hallak.

 

Esta página foi publicada em: 30/05/2006.

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