E a família nasceu...
A gestação é um momento único na vida de um casal, momento para pensar no relacionamento, para conversar muito, acertar as arestas da relação e resolver as dificuldades. Ter um filho é uma tarefa para sempre, pois não existe ex-pai e ex-mãe, portanto é importante dividir essa missão com o companheiro. Quando o marido participa a gravidez tende a ser muito mais tranqüila e feliz para a mulher.
Durante toda a gestação a mulher tende a ficar mais sensível e carente. É muito importante que o companheiro possa estar atento a isso e demonstre seu apoio.
Algumas mulheres durante os 9 meses sentem-se feias e pouco atraentes, têm dificuldade de lidar com esse novo personagem- a mãe- e, com isso, passam a rejeitar seus companheiros.
Também o homem algumas vezes pode deixar de sentir-se atraído pela mulher, pois agora só a consegue ver como MÃE.
Por isso é muito importante que a mulher não esqueça do seu bem-estar e de sua feminilidade na gravidez: hidroginástica, relaxamento, massagem e orientação com uma esteticista são ótimas dicas. Também não deve esquecer do marido que está sempre por perto, reservando um tempo para os prazeres a dois.
O marido deve lembrar sempre que a gestação é uma fase transitória, não dura para sempre e procurar estar sempre muito próximo da companheira.
Logo que o bebê nasce a mulher-mãe vive uma oscilação de sentimentos, as reações e as sensações são bem variadas. Algumas mães emocionam-se muito com o bebê, outras não.
Algumas tem muito medo de cuidar do filho, outras fazem com a maior tranqüilidade. Também as possíveis dificuldades para amamentar e as prováveis dores do pós-parto perturbam e contribuem para isso. Portanto, o relacionamento "mãe-e-filho" fica um pouco tumultuado e confuso.
Também a relação do casal acaba sendo o reflexo desse primeiro momento. Não devemos esquecer que, quanto melhor estiver o relacionamento do casal, melhor o relacionamento dos pais com o bebê.
É importante lembrar que o bebê que chega vai se adaptar aos pais e ao novo lar, portanto não precisamos adaptar a casa para receber o bebê . Não é necessário vender o cachorro, deixar de ouvir música ou manter a casa na penumbra. Não mude hábitos nem rotinas do casal.
Dividam todos os prazeres e deveres da maternidade e paternidade. Esse bebê que chegou é o filho desse relacionamento e deve ser criado por vocês sempre de comum acordo. Então negociem, conversem e escolham juntos o que é melhor para os três.
Boa Sorte!
Clarice Skalkowicz Jreissati
Psicóloga
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