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O Teste da Orelhinha, enfim, virou lei

Agora é obrigatório e gratuito a realização do exame chamado Emissões Otoacústicas Evocadas, mais conhecido como Teste da Orelhinha.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 12.303, de 2 de agosto de 2010, que torna obrigatória e gratuita a realização do exame chamado Emissões Otoacústicas Evocadas, mais conhecido como Teste da Orelhinha.

Essa lei é um grande passo para a prevenção de problemas na criança, pois pelo Teste da Orelhinha é possível detectar milhares de possíveis doenças. A deficiência auditiva é uma patologia muito comum entre os recém-nascidos, sendo encontrado de um a três casos de surdez a cada 1.000 nascimentos.

Esse número aumenta para até seis casos a cada 1.000 nascimentos se o bebê tem algum de fator de risco para surdez, como casos de deficiência auditiva na família, intervenção em UTI por mais de 48 horas, infecção congênita (rubéola, sífilis, toxoplasmose, citomegalovirus e herpes), anormalidades craniofaciais (má formação de pavilhão auricular, fissura lábio palatina), fez uso de medicamentos ototóxicos, entre outros.

Médico examinando a orelha de um bebê - foto: ThinkStock

Só para comparação, o Teste do Pezinho é obrigatório nas maternidades desde 1983 no estado de São Paulo e desde 1992 em todo o Brasil e entre as doenças que esse teste detecta é encontrado 1 caso a cada 10.000 nascimentos.

Bem menos que a deficiência auditiva. Já estava mais do que na hora do Teste da Orelhinha se tornar obrigatório em todo território nacional.

Os benefícios - A população e o a Saúde Pública se beneficiam com a obrigatoriedade do teste da orelhinha. Até o mês passado muitos casos de deficiência auditiva que poderiam ter sido diagnosticadas logo ao nascimento só são detectados com três ou quatro anos prejudicando o desenvolvimento da fala e linguagem da criança assim como o desenvolvimento cognitivo e social, explica a fonoaudióloga Jamile Elias.

Quanto mais cedo for detectada a deficiência auditiva, mais precocemente serão as intervenções realizadas. Um bebê que tenha um diagnóstico e intervenção fonoaudiológica até os seis meses de idade pode desenvolver linguagem muito próxima a de uma criança ouvinte. Imagine uma criança que tenha detectado deficiência auditiva apenas aos 2 anos.

Pense no tempo perdido que ela deixará de desenvolver estímulos importantes para a fala, elemento imprescindível para a comunicação e socialização. Lembre-se que uma criança depende dos sons que ouve para esboçar as primeiras palavrinhas, inclusive o “mamãe” e “papá (papai)”.

Sem dor - O Teste da orelhinha não é dolorido, não precisa de injeções, anestesia ou colhimento de sangue do bebê. O teste é indolor, acontece com o bebê dormindo (sono natural) e não tem contra-indicações. É realizado no segundo ou terceiro dia de vida e consiste na colocação de um fone na orelha do bebê acoplado a um computador que emite sons e recolhe as respostas que a cóclea do bebê produz.

Não se esqueça, mamãe, de exigir da maternidade que escolheu para ter o seu bebê o Teste da Orelhinha. É um exame que beneficiará todo o desenvolvimento do seu filho.

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