Projetos Especiais

Mortalidade Infantil

Atendimento específico à saúde de gestantes e crianças leva Santana de Parnaíba a obter o segundo menor índice de mortalidade infantil entre os 39 municípios da região metropolitana de São Paulo.

Balanço da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados mostra que em 2007 o município registrou 7,2 mortes a cada mil nascidos vivos e acompanha a tendência do Estado de São Paulo, que reduziu o índice em 82% nos últimos 30 anos. Na região metropolitana apenas quatro ficaram com a taxa abaixo de dez. Santana de Parnaíba é o segundo menor índice, ficando atrás apenas de São Lourenço da Serra, com 5,3.

Segundo o prefeito de Santana de Parnaíba, Benedito Fernandes, o investimento no setor, campanhas e criação de infra-estrutura para o atendimento à criança desde a gestação são os principais fatores para conseguir a redução da mortalidade infantil. "A média registrada desde 2006 no município é de 8,6. Consideramos uma vitória, mas não o fim dos esforços, porque essa é uma luta que a prefeitura deve ter em pauta de forma permanente".

Segundo Fernandes, hoje em Santana de Parnaíba hoje há estruturação da assistência básica com prioridade ao atendimento de crianças até 5 anos e programas de incentivo ao aleitamento materno, incluindo ações educativas e de conscientização sobre a vacinação infantil. O acompanhamento do pré-natal garante pelos menos sete consultas até o final da gravidez e realização de exames necessários Ao detectar gestação de alto risco, com hipertensão ou diabetes, por exemplo, é feito o encaminhamento da gestante ao atendimento do pré-natal de alto risco. Essas mulheres são acompanhadas com maior periodicidade e passam por exames mais rigorosos.

A cidade também conta com o ambulatório "Sopro de vida" específico para recém-nascidos de alto risco, que garante o atendimento com pediatras, fonoaudiólogos, pscólogos, fisioterapeutas, neurologistas, oftalmologistas e nutricionistas. Após sair do risco, os recém-nascidos são encaminhados ao ambulatório de puericultura, no qual são acompanhados mensalmente no primeiro ano de vida, bimestralmente no segundo ano, e assim por diante. Quando necessário, as crianças são encaminhadas para os outros ambulatórios infantis. "O suporte deve ser completo, por isso o acompanhamento da Saúde acontece na rede escolar. Alunos das creches municipais têm monitoramento de saúde, nos quais são priorizados e acompanhados para tratamento os casos de desnutrição, por exemplo". Os ambulatórios "Crescerem Harmonia" específico em doenças endocrinológicas; "Respira & Ação", doenças respiratórias crônicas e "Programa Caminho para o Amanhã", para atendimento ao adolescente, também foram agregados para o trabalho de prevenção e cura de doenças.

 

Monitoramento

Em 2003 a prefeitura criou em 2003 um Comitê de Mortalidade Materno-Infantil, composto por um pediatra, ginecologista, assistente social e um enfermeiro. A equipe vai às casas das famílias para averiguar a causa das mortes ocorridas no município e, assim, aprimorar o atendimento à população. O Sistema de Informações da passagem das gestantes na Rede de Saúde criado pela prefeitura permite localizar e saber porque a gestante não compareceu à consulta pré-natal. A secretaria da Saúde também faz a vigilância de todas as crianças que nasçam com menos de 2,5kg, neste caso uma equipe médica acompanha mensalmente os bebês em visitas na residência. Crianças menores de um ano internadas também são monitoradas.

 

Data de publicação: 04/08/2008.

 

 

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