2º Congresso Brasileiro Multiprofissional de Prevenção em Saúde e Educação da Criança
TESTE DO PEZINHO AJUDA A SALVAR VIDAS, MAS AINDA NÃO É ROTINA NO PAÍS
Assunto será tema de congresso brasileiro em Curitiba, no qual médicos e educadores farão balanço do primeiro ano de implantação do Dia Nacional do Teste do Pezinho
Dias: 3 a 6 de junho de 2009
Local: Universidade Positivo
Entrevistado: José Alcides Marton, presidente do Congresso, da União Nacional dos Serviços de Triagem Neonatal e da Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional
O teste do pezinho é obrigatório por lei, deve ser realizado logo após o nascimento do bebê e representa o primeiro passo para evitar prejuízos irreversíveis ao futuro da criança. Num Brasil marcado por contrastes, somente quatro estados propiciam também o tratamento e o acompanhamento integral das crianças que tiveram diagnóstico positivo para todas as doenças identificadas pelo teste do pezinho, conforme determina o Programa Nacional de Triagem Neonatal do Ministério da Saúde. Em determinadas regiões, existem dificuldades até para a realização do próprio teste.
A existência destas realidades opostas em relação ao teste do pezinho reunirá algumas das mais importantes autoridades nacionais e internacionais na área, de 3 a 6 de junho, em Curitiba. Elas participarão do “2º Congresso Brasileiro de Prevenção em Saúde e Educação da Criança”, uma promoção da Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe), que será realizado na Universidade Positivo.
O congresso da Fepe marca o primeiro ano desde a implantação, no dia 6 de junho, do Dia Nacional do Teste do Pezinho. A data foi instituída pelo Ministério da Saúde após ser sancionada em dezembro de 2008 pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, acolhendo pedido feito pela União dos Serviços de Triagem Neonatal (Unisert), posteriormente transformada em Projeto de Lei do senador Flávio Arns. Também no congresso serão comemorados os 50 anos da Fepe – a primeira entidade do país credenciada, em 2001, como Serviço de Triagem Neonatal.
José Alcides Marton, presidente da Unisert e do congresso, diz que o teste do pezinho integra um projeto ambicioso do Ministério da Saúde, que é o Programa Nacional de Triagem Neonatal, implantado em 2001, mas que não é cumprido na maior parte do país. Com exceção do Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina e Goiás nenhum outro estado realiza todas as fases do projeto, que são: o diagnóstico precoce, o tratamento e o acompanhamento de portadores das quatro doenças congênitas identificadas pelo teste do pezinho: fenilcetonúria, hemoglobinopatias, fibrose cística e hipotireoidismo congênito.
Além disso, pelos contrastes sociais do país, um número ainda pequeno crianças tem acesso ao teste do pezinho em determinadas regiões; ou faltam especialistas que possibilitem atenção básica aos portadores das demais doenças incluídas no Programa de Triagem Neonatal diagnosticadas pelo exame.
Obrigatório e gratuito
O teste do pezinho é tão importante, quanto a caderneta de vacinação da criança. É obrigatório e gratuito. Deve ser realizado em qualquer posto de coleta (hospital, maternidade, unidades de saúde). Não traz riscos ao recém-nascido e deve ser feito na primeira semana de vida da criança. A técnica é muito rápida e consiste na coleta de gotas de sangue a partir de um único furinho quase indolor no calcanhar do bebê (daí o nome do teste).
Essas gotas são posteriormente colhidas em papel filtro e levadas para análise em laboratório. Para os pediatras, elas podem ajudar a salvar vidas. Ao identificarem uma doença antes que manifeste seus primeiros sinais, permitirão o tratamento nas primeiras semanas de vida do bebê, possibilitando à criança o crescimento saudável, para que possam exercer plenamente os seus direitos de cidadão.
Data de publicação: 03/06/2009.
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