Infertilidade

Avanços na fertilização in vitro aumentam chances de gravidez

No início de julho, em Barcelona (Espanha), o 24º Encontro Anual da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia discutirá um método que poderá revolucionar o procedimento de fertilização in vitro (FIV). Pesquisadores da Monash University, na Austrália, descobriram que através das impressões digitais do DNA é possível identificar os embriões viáveis, aumentando as chances de gravidez e reduzindo o nascimento de múltiplos.

De acordo com a especialista brasileira em Reprodução Humana, Silvana Chedid, novas técnicas para determinação do perfil genético serão um grande marco para a Medicina Reprodutiva. “Os óvulos fertilizados pelo esperma permanecem no laboratório por em média cinco dias, até atingir o estágio de blastócito e ser implantado na parede do útero, dando origem ao embrião. Normalmente, são implantados dois blastócitos, mas não há garantias – e sim probabilidades – de que eles vingarão e resultarão na tão desejada gravidez. Com os avanços que vêm acontecendo, em breve poderemos determinar com mais sucesso qual é o blastócito com mais chances de se tornar um embrião, evitando o nascimento de gêmeos”.

De acordo com o pesquisador-chefe David Cram, a identificação biológica com a impressão digital do DNA, auxiliada pela amostragem dos blastócitos antes de sua implantação no útero, abrem uma enorme possibilidade de se chegar a uma gravidez bem-sucedida.

“A identificação dos blastócitos viáveis é um dos procedimentos-chave do tratamento de fertilização in vitro, porque conta principalmente com a experiência da equipe em identificar morfologicamente aqueles que serão implantados no útero da paciente”, diz a especialista brasileira.

Fonte: Dra. Silvana Chedid, médica ginecologista, diretora da clínica Chedid Grieco Medicina Reprodutiva e chefe do departamento de Reprodução Humana do hospital Beneficência Portuguesa.

 

Data de publicação: 08/07/2008.

 

 

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