Mochila

Um dos temas bastante controvertidos entre profissionais de saúde, educadores e pais, é sobre o uso da mochila em crianças e pré-adolescentes.

Na minha experiência profissional, tenho vivenciado bastante este problema e freqüentemente sou indagado a respeito do assunto.

Alguns dados extraídos do dia-a-dia e da literatura ortopédica em geral, mostram que a fase de crescimento da criança e do pré-adolescente é um período bastante dinâmico, sobrecarregando músculos, ligamentos, tendões e ossos, principalmente na coluna vertebral. Esta sobrecarga, será agravada se o pequeno paciente tiver uma sobrecarga de peso nas suas costas porque na fase de crescimento há um estímulo do desenvolvimento global das estruturas acima citadas. Toda criança pode sofrer danos na coluna vertebral se continuar a carregar a mochila nas costas com material escolar excessivo e, na criança obesa, sedentária e que carrega um peso muitas vezes desnecessário e exagerado, pode aparecer dores e principalmente deformidades nesta coluna, tais como cifose e escoliose.

Está comprovado por estudos de Nachemson, na Suécia; Vilela no Rio de Janeiro e por um estudo realizado no ano de 1999, por acadêmicos de fisioterapia da Universidade Santa Cecília, em Santos, que a mochila não deve ser colocada nas costas das crianças e nem penduradas num ombro só. O ideal é que a carreguem na mão, alternando de uma para outra, em pouco espaço de tempo.

Algumas escolas são conscientes desse problema e permitem o uso de carrinhos para as mochilas, pois além de não sobrecarregarem a coluna, a maioria das crianças gostam de levá-la consigo para a escola até como forma de divertimento pelo trajeto escolar.

Outras escolas, estas em menor número, têm armários nas salas de aula ou por seus corredores, impedindo que os pequenos estudantes sobrecarreguem suas colunas em crescimento, levando materiais de lá para cá.

O correto seria que todas as escolas tivesses armários dentro da sala de aula ou por seus corredores, ou quem sabe, se programassem para isso, fazendo planos com os pais de como sanar esse problema, desde que não seja sobrecarregar os pequenos.

Dr. Abrão M. Altman

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