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Mães e a importância da inteligência emocional

Colocar uma pessoinha neste mundo se predispondo a educá-la e a construir um ser humano ético e correto exige muito autoconhecimento por parte da mãe

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Ser mãe não é nada fácil. É preciso um esforço enorme para vencer os próprios medos, disposição para aprender e a dura missão de educar e nunca ter total certeza de que se está totalmente no caminho certo. É estar aberta e inteira para doar todo o amor que talvez um dia nem tenha recebido. Uma luta diária para equilibrar entrega de carinho e firmeza, e nesse meio tempo, encarar a insegurança que ainda acompanha muitas mulheres por terem crescido rodeadas de ideias carregadas de preconceito e diminuição do valor da mulher.
Sim, tem que ter muita inteligência emocional para ser mãe.

Formar filhos que sejam capazes de tomar decisões com segurança e façam escolhas assertivas ao longo da vida é o sonho de todas as mães (ou ao menos deveria ser). A inteligência emocional, quando cultivada na educação de um filho, é capaz de formar um ser humano que reconhece e sabe lidar com as próprias emoções, o que vai lhe preparar para enfrentar as situações adversas que provavelmente irão cruzar o seu caminho ao longo da vida.

Porém, não existe saúde emocional sem autoestima. E infelizmente muitas mães ainda estão em processo de percepção disso. Outras, infelizmente, ainda não se deram conta de que seus déficits de amor próprio irão impactar severamente no jeito que os filhos irão enxergar a si mesmos ao longo da vida.

a inteligência emocional da mãe - Foto: Unsplash / pixabay.com

A visão que você tem de si mesma determina a qualidade de seus relacionamentos, e isso se aplica também (e principalmente) quando se trata de filhos. Se sua autopercepção é saudável, consegue reconhecer seu valor e aprova suas atitudes – é exatamente essa segurança interna que você irá transmitir ao seu filho. Do contrário, a ansiedade exagerada por aprovação e reconhecimento externo por conta da falta de amor próprio irá azedar sua relação de amor com seu pimpolho e a forma como ele irá aprender a elaborar as próprias emoções.

Para educar filhos saudáveis emocionalmente é preciso muito fôlego e paciência, reconhecendo e valorizando cada uma de suas emoções, sem desconsiderá-las ou reprimi-las. Mas perceba que essa oferta está diretamente proporcional à inteligência emocional cultivada em si, e ela, por sua vez, ligada ao tanto de autoestima e autoconfiança que for desenvolvida.

Desenvolver uma autopercepção positiva para inspirar seus filhotes é algo que exige muito treinamento, de si mesmo e na interação com eles.

Crianças que têm limites e que sabem resolver conflitos lidando bem com aquilo que sentem, tornam-se adultos com uma grande propensão a terem sucesso sustentável e duradouro, lidando bem com as adversidades e tendo motivação para definir metas e vencer seus próprios desafios. Por isso é tão importante as mães saberem driblar seus medos e encarar os monstros internos que as impedem de transmitir essa segurança.

Colocar uma pessoinha neste mundo se predispondo a educá-la e a construir um ser humano ético e correto exige muito, mas muito autoconhecimento.
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