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Gêmeos: parecidos mas diferentes

Os pais devem se preocupar em descobrir as diferenças entre eles e respeitá-las

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A natureza é tão sábia que providenciou nove meses de gestação para os futuros papais se acostumarem e se prepararem para a chegada de um bebê... dois bebês... três bebês...

Com as técnicas de reprodução assistida e o crescimento do número de clínicas disponíveis para tais fins, pôde ser possível popularizar estes procedimentos, o que resultou no aumento de gestações múltiplas.

De início, é sempre um susto e preocupação para os futuros papais ao receberem a notícia, mas tudo vai se acomodando com o passar das semanas e com os parentes e amigos dispostos a cooperarem com eles.

Bebês gêmeos - foto: SvetlanaFedoseyeva/ShutterStock.com

Há dois tipos de gêmeos: idênticos e fraternos.

Os gêmeos idênticos são gerados a partir de um mesmo óvulo que se dividiu e que foi fertilizado pelo mesmo espermatozoide. Os gêmeos fraternos são gerados a partir de dois ou mais óvulos que foram fertilizados por diferentes espermatozoides.

Mais parecidos ou menos parecidos, dependendo se são idênticos ou fraternos, os pais devem se preocupar não em descobrir as igualdades entre eles mas as diferenças e respeitá-las.

Devem se lembrar sempre que são indivíduos únicos, com suas características e particularidades próprias, bem como, ritmos diferentes. Sendo assim, a grande dificuldade dos pais será interpretar com eficiência as necessidades de cada filho.

Devem, ainda, evitar as terríveis e temíveis comparações, que funcionam como rótulos impressos, pois as crianças correm o risco de começarem a acreditar no que ouvem com frequência e serem influenciadas no seu modo de agir e de atuar pela vida, competindo entre si, com voracidade.

Muitos pais creem que os gêmeos tem que ser tratados da mesma maneira e que a atenção dispensada tem que ter a mesma intensidade e frequência, para que não se sintam injustiçados ou rejeitados. Mas as necessidades infantis também não são iguais. Desta maneira, dê a atenção solicitada, sem medo e pouco depois inclua o outro no contexto, para que possam desfrutar do carinho dos pais.

A grande vantagem dos gêmeos é que sempre haverá o outro para brincar. Ao mesmo tempo, terão que aprender a compartilhar os brinquedos e, mais difícil, a própria mãe. Com isto, muito cedo aprendem a respeitar o outro e serem mais pacientes em esperar a sua vez.

Outra dificuldade é aprender a lidar com o conflito entre o prazer de ser semelhante ao outro e a necessidade de ter sua individualidade reconhecida e respeitada pelo menos pelos pais e por si mesmo se percebendo diferente e diferenciado em sua totalidade e unidade.

Tempos atrás, os gêmeos eram vestidos igualmente, o que dificultava a distinção entre eles e a construção de uma identidade.

Hoje em dia, os pais se preocupam em manter algumas diferenças no vestuário e, muito mais que a aparência, adotam atitudes e comportamentos diferenciados e adequados à individualização própria de cada filho e respeito ao ritmo de desenvolvimento e maturação que cada um manifesta, sem comparação, repito, cuidando para que todos tenham uma relação completa com eles.

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