Bebê até 1 ano

Entendendo o bebê

Durante o primeiro ano de vida a boca é a região mais importante do corpo. Aliás sabemos que desde a gestação o feto tem uma certa predileção por sugar o dedinho.

O bebê suga não só para beber o leite, aliás nem sabe que isso o faz crescer e engordar, mas principalmente porque isso o tranqüiliza.

Muitas mães percebem a necessidade de sução contínua do bebê e acabam por dar-lhe de mamar o tempo todo, "entupindo" o bebê de leite. É como se achassem que o filho nunca está alimentado o suficiente.

Essa atitude pode se perpetuar por muitos anos, gerando uma preocupação na mãe em oferecer alimento à criança permanentemente, não só quando a criança está com fome, mas também para acalmá-la quando está agitada, com medo ou ansiosa. Isso precisa ser evitado: comer é um prazer, porém não é o único.

Caso contrário estará se formando desde a mais tenra infância um forte incentivo para a obesidade, assim como para a dependência do fumo ou álcool. Para a maioria dos adolescentes e adultos que comem, fumam ou bebem em excesso, a atividade oral continua sendo o principal meio de obter prazer, descarregar tensões , medos, angústias e dar segurança .

No final do primeiro ano a maioria das crianças se apega a um bichinho de pano ou pelúcia, ao travesseiro ou a um paninho. São objetos que a criança busca com freqüência na hora de dormir ou nos momentos em se sente angustiada, triste ou sozinha. Algumas crianças se apegam tanto ao cheiro desses objetos, que os recusam quando são lavados.

Esses objetos representam para o criança a mãe e são abandonados à medida que o bebê cresce e se torna uma criança.

Também a chupeta tem a função de acalmar e relaxar o bebê. Se a criança a utiliza , os pais podem retirá-la assim que adormece, evitando que fique com o hábito de usá-la a noite toda. O uso da chupeta apenas nos momentos "críticos" do dia, não favorece a dependência e pode ser um aliado dos pais.

Bebês e crianças pequenas usam o sugar, os paninhos e bichinhos e a chupeta como objetos de transição, para que possam crescer sem muitos medos ou ansiedade.

Mas a melhor fonte de redução de ansiedade com certeza é a MÃE, aquela que está disponível, afetiva e atenta a todos os movimentos do seu filho e permitindo seu crescimento.

Clarice Skalkowicz Jreissati

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