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Educação financeira para crianças

Com boa orientação, os filhos podem se tornar jovens empreendedores, fazendo suas escolhas e calculando prós e contras do que irão escolher

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Saber lidar com dinheiro não é tarefa fácil. O controle orçamentário exige habilidades, como organização, responsabilidade, visão de futuro e conhecimento matemático. Se para adultos é difícil aliar essas competências, para os jovens a atividade é ainda mais complexa. Entretanto, não devemos afastar este assunto da rotina dos filhos.

A educação financeira faz diferença no futuro das crianças, determinando como eles enfrentarão as adversidades. Conversar sobre a situação financeira da casa, ensiná-los a dar valor às conquistas e evitar condicioná-los a crer que sempre terão tudo devem ser atitudes incorporadas.

Nessa árdua missão de educar, muitas vezes os pais se veem diante de dúvidas sobre qual caminho seguir. Uma das mais comuns é dar ou não mesada às crianças. Posso citar educadores, psicólogos e pais, pelos quais nutro respeito, que defendem a prática. Afinal, aquele dinheiro ajuda a passar noções de disciplina.
Educação financeira faz diferença no futuro das crianças - Foto: Gaertringen / pixabay.com
Porém, esse benefício não justifica os problemas que poderá causar. A mesada passa a sensação equivocada de segurança. Transmite a impressão de que sempre haverá um dinheiro fixo garantido. É uma armadilha para os filhos.

O mundo vem mudando, com uma considerável diminuição dos empregos formais nos setores público e privado. Até pouco tempo, era compreensível orientar os filhos a buscarem um salário fixo, uma segurança corporativa. Porém, a realidade não é mais essa.

Devemos acostumar os filhos à necessidade de trabalhar buscando alternativas, e não esperar por um dinheiro fixo no mês. Uma boa postura é oferecer a eles o dinheiro exato para que comprem o que precisam no dia, como o lanche. Caso surjam novas vontades, é importante estimular que eles negociem com os pais. Assim, compreenderão que não há nada garantido.

O empreendedorismo passa longe de ser estimulado nas escolas. Por isso, esses princípios devem surgir no ambiente familiar, valorizando a criatividade, a curiosidade e a postura empreendedora diante da vida. Com boa orientação, os filhos podem se tornar jovens empreendedores, fazendo suas escolhas e calculando prós e contras do que irão escolher.
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