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Dor do crescimento não é frescura!

A dor que a criança sente é real e são concentradas nos músculos

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Muitas mães devem se identificar com o texto de hoje, pois é comum as crianças entre cinco e dez anos de idade apresentarem sintomas de dores em algumas partes do corpo sem ter sido acometido de qualquer tipo de lesão, pancada ou torções. Saiba mais sobre a dor do crescimento em crianças, as causas e os tratamentos possíveis para minimizar os sintomas.
 
Entenda o que é a dor do crescimento

O termo “dor do crescimento” é o nome dado aos sintomas de dores musculares e teve início na década de 1930, quando os primeiros relatos começaram a ser registrados. Em geral, não tem motivo aparente. Surge repentinamente, com maior ou menor intensidade, dentro da faixa etária de 5 a 10 anos e se concentra na região da coxa, panturrilhas e pés.

De acordo com a pediatra Dra. Priscila Zanotti Stagliorio, as dores não comprometem as atividades comuns das crianças como, por exemplo, brincar, correr ou pular. Pode durar minutos ou horas e ocorrer em dias seguidos ou alternados. Não apresenta inchaço, lesões e/ou febre, e não são diagnosticados por meio de exames laboratoriais e de imagem (raio X).
 dor do crescimento - Foto: stevepb / pixabay.com
Sintomas

A dor que a criança sente é real e são concentradas nos músculos e não nas articulações. Tem como característica principal ocorrer no final do dia e, até mesmo, acordar a criança no meio da noite, provocando sofrimento e incômodo. Não tem relação com atividades físicas e pode ocorrer em repouso. A criança, geralmente, tem condições favoráveis a saúde e não coincidem com doenças físicas.   
 
Causas

Na literatura médica não constam estudos que comprovem que as dores são provocadas pelo crescimento, pois não coincidem com a fase do "estirão" ou crescimento acelerado de meninos e meninas, que surgem no período da puberdade (entre 10 e 15 anos).

Existe consenso entre médicos e a comunidade científica de que a dor do crescimento pode estar relacionada a questões emocionais como, por exemplo, a chegada de um novo irmão na família, afastamento da mãe que retorna ao mercado de trabalho, início de atividades escolares, assim como divergências comuns da idade. Há relatos de crianças que apresentam dores nos membros iguais aos seus pais na infância, ou seja, pode ser hereditário.
 
Diagnóstico e Tratamento

Embora não seja uma doença, as dores são reais e provocam inatividade física enquanto se manifestam nas crianças. É representada por dores similares às câimbras, peso nas pernas e inquietação muscular. O diagnóstico se dá por exclusão de causas e origens de problemas graves de saúde. Para isso, o médico avalia as condições gerais da criança com exame clínico (de toque e visual) e, se necessário, exames de imagem (raio X ou ressonância magnética). Depois de descartar todas as possibilidades de doenças reumáticas, vasculares, lesões ósseas, traumas e tumores, o diagnóstico é fechado e o tratamento indicado de acordo com cada caso.

Para amenizar as dores, também são recomendadas massagens locais, com ou sem a necessidade de pomadas, de acordo com as recomendações dos médicos. No entanto, se os sintomas e dores persistirem e alongar-se durante o dia todo, é importante que os pais fiquem atentos e busquem atendimento de pediatras para uma investigação minuciosa e indicação de especialistas.

Recomendações
  • Observe o quadro de dores da criança, a intensidade e periodicidade em que se apresenta;
  • Avalie se a criança praticou exercícios e/ou esforços musculares além do recomendado ou apresenta sensibilidade maior a estímulos musculares;
  • Certifique-se de que não há situações emocionais que possam ter ocasionado episódios de dores, como mencionado anteriormente – situações de estresse, novos irmãos, medo etc.
  • Caso as dores persistam por longos períodos, durante um dia inteiro ou mais, e impeça que a criança tenha suas atividades comuns realizadas, acenda o sinal de alerta e busque ajuda médica;
  • Quando a criança fica apática, prostrada e reclama de dores intensas, fale imediatamente com o pediatra de costume e procure o especialista;
  • Nunca automedique seu filho sem a orientação de um profissional de saúde. Isso pode colocá-lo em risco e comprometer a saúde da criança.
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