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Descolamento da placenta pede cuidados especiais às gestantes

O descolamento prematuro de placenta (DPP) é, na grande maioria das vezes, um evento pontual e muito grave

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A apresentadora Eliana está gravida pela segunda vez, aos 43 anos de idade, e encontra-se afastada de suas atividades por conta da gestação que inspira cuidados e repouso após o descolamento da placenta.

Vamos entender melhor o que significa essa complicação. O descolamento prematuro de placenta (DPP) é, na grande maioria das vezes, um evento pontual e muito grave. “O normal é que a placenta fique grudada na parede do útero até depois do nascimento e, então. se separe. O DPP é a separação que começou antes da hora, que pode ser antes ou durante o trabalho de parto. Esse descolamento prematuro interrompe a passagem de oxigênio e nutrientes para o feto, e causa sangramento importante. É muito sério. Então, nesses casos, deve-se fazer o parto imediatamente, da forma mais rápida possível”, explica a obstetra Dra. Ursula Gomez.

Porém, em casos bem raros, a gestante não sente nada, mas o médico percebe uma pequena área de descolamento da placenta quando faz o ultrassom de rotina. “Excepcionalmente, nessa situação, se o bebê e a mãe estiverem bem, existe a possibilidade de manter a gestação”, acrescenta ela. Quando isso acontece, o seguimento deve ser cuidadoso, levando em consideração o repouso. “São fundamentais também exames de ultrassom em intervalos curtos, para avaliar o tamanho do descolamento e o bem-estar do feto. Também são feitos exames de sangue, pois, em casos raros, a mãe pode desenvolver problemas na coagulação”, diz a médica.
descolamento de placenta - Foto: alessandraamendess / pixabay.com
Não se pode esquecer que o repouso prolongado aumenta a chance de trombose e enfraquecimento muscular. Por isso, é importante o seguimento com um fisioterapeuta. “A fisioterapia, além de prevenir a trombose e estimular a funcionalidade muscular, também ajuda no controle de dores musculares, e melhora a capacidade metabólica e cardiopulmonar dessas gestantes em repouso, fazendo com que essa fase complicada se torne mais confortável e segura”, afirma a fisioterapeuta obstétrica, Alessandra Sônego, da clínica Athali Fisioterapia Pélvica Funcional.

Ela completa ainda que a especialidade da fisioterapia em saúde da mulher é reconhecida pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito) – Resolução nº 372, de 6 de novembro de 2009. Essa área de atuação desenvolve trabalhos preventivos e de reabilitação em ginecologia, gestação, pós-parto, disfunções sexuais, entre outros, portanto a fisioterapeuta obstétrica consegue atuar de forma segura nas gestantes classificadas como alto risco.

É sempre importante lembrar que o acompanhamento no pré-natal é essencial para diagnosticar e tratar complicações maternas e fetais. Por esse motivo, não deixe de ir às consultas, e de realizar todos os exames.

Alessandra Sônego é fisioterapeuta especialista em Saúde da Mulher pela Universidade de São Paulo (USP), da clínica Athali Fisioterapia Pélvica Funcional, atuante na área de reabilitação dos músculos do assoalho pélvico e obstetrícia. Especialista em acupuntura e Medicina Tradicional Chinesa pela FACEI (2011).

Ursula Trovato Gomez é ginecologista e obstetra formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e assistente da Divisão de Obstetrícia do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas de São Paulo (CRM/SP 130710).

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