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Amamentação emocional

O aspecto emocional da mamãe influencia diretamente a capacidade de amamentar o bebê

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A mulher já vai formando sua concepção particular sobre o ato de amamentar desde a mais tenra idade. Seja através de sua própria experiência com bebê, as vivências de seus familiares e amigos e até as mensagens da mídia. É o que eu chamo de “amamentação emocional”. Paralelamente com a “gravidez emocional”, onde antes mesmo de estar grávida, a mulher já se pegava admirando vitrines e bebês na rua. A “amamentação emocional” é uma imagem que a mulher, ao longo de sua vida cria sobre o ato de amamentar. Pode ser uma imagem linda de amor e entrega, ou uma imagem de dor e sofrimento.

Esse conceito pessoal, sem sombra de dúvidas, interfere (e muito) no sucesso da amamentação real, quando o bebê nasce e é colocado no seio. E pode ser um grande facilitador ou um enorme entrave na hora H.

Por isso é fundamental – ainda na pré-gestação e durante a gravidez – fazer uma análise íntima sincera para conhecer a nossa autoimagem quanto à amamentação. E descobrir o que está em nosso coração de verdade quando visualizamos essa cena.

o lado emocional da amamentação - Foto: elena-p / shutterstock.com

Se ao visualizar você amamentando, você se deparar com sensações ruins, medo e preocupação. Não tente simular, nem se culpe. É importante tomar consciência da sua “amamentação emocional”. Procure analisar as emoções com requinte de detalhe e entender o que está trazendo à tona. Se você já amamentou antes, pode ser alguma experiência ruim que mereça ser trabalhada para que não se repita. Se você nunca amamentou, pode ser que tenha recebido muitas informações ruins e esteja envolvida por muitos mitos e até por lendas urbanas. Não há problema, isso acontece com quase todas as primíparas. E não quer dizer que com você será assim. Vamos agir para que não seja, ok!?

Uma coisa muito importante que gostaria que você, gestante de primeira viagem, ou nova gravidez, soubesse é que a sua amamentação emocional impacta, sim, na amamentação real.

Uma pesquisa muito bacana(1) nos conta que o otimismo, a autoconfiança, a fé do leite materno, as expectativas sobre o ato de amamentar estão associados a maior duração da amamentação, e que influencia mais do que os fatores demográficos (escolaridade, idade, classe social). Legal, né!?

Por isso, se você está grávida, nada de ficar sozinha, preocupada se irá ou não conseguir oferecer seu leite ao seu bebê. E já sentindo o peso do possível fracasso. Nada disso. Levante, sacuda a poeira e vá a luta do seu sucesso.

Leia um livro bacana sobre o tema, faça um curso (se possível leve o parceiro e a vovó), marque um atendimento pré-natal com uma consultora de amamentação. Faça o que for para conquistar conhecimentos embasados e autoconfiança em sua capacidade de amamentar. Isso é cuidar de sua amamentação emocional. E é a melhor receita para um pós-parto mais tranquilo e uma amamentação com menos sustos.

(1)Fonte:The influence of psychology factors on breastfeeding duration- Maxine O Brien, Elizabeth Buikstra & Desley Hegney - 2008

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