Agressividade das crianças

Quando falamos em bebês e crianças pequenas logo vem aquela vontade de estar perto deles, apertá-los, brincar com eles, pois além de serem fofos, trazem uma sensação de conforto e paz muito boa.

Mas, às vezes, nos deparamos com os "pitbebês", aqueles que dá medo até de chegar perto: eles adoram bater, gritar, morder. Como pode uma criança tão pequenina mostrar um comportamento tão agressivo?

É claro que os bebês não são culpados por essas reações, na maioria dos casos eles agem por instinto. Freud, em sua teoria da personalidade, já dizia que, ao nascer, o homem tem apenas a primeira estrutura, o Id, que representa os instintos.

Nos primeiros anos de vida precisamos ser atendidos imediatamente em nossas necessidades, e é exatamente isso que os bebês procuram. Bebês vão em busca de resultados rápidos, são impacientes.

Alguns psicólogos dizem que há evidências suficientes de que a agressão é uma reação predominante, senão inevitável, à frustração. E vale observar que os bebês têm dificuldades em controlar suas emoções nesta fase.

Uma criança extremamente dependente poderá ficar muito frustrada e agressiva por causa de uma breve ausência da mãe, o que pode representar para uma outra criança, mais independente, uma carência suportável. No entanto, a criança mais independente poderá se sentir muito mais frustrada e passar a agredir o amigo pelo fato desse amigo ter assumido a liderança de uma brincadeira no recreio.

Assim sendo, a reação de cada um vai depender muito da personalidade da pessoa, embora a educação que seu filho recebe dentro de casa e até mesmo na escola, possa ser uma das causas desse estranho comportamento.

É muito comum encontrar pais que, por receio de que seus filhos se tornem crianças muito passivas, estimulam e reforçam positivamente os atos agressivos: "Filho, você tem que aprender a se defender. Quando um amiguinho te bater, você deve fazer o mesmo".

Muitos pais, ao verem seus filhos chorar e espernear por não tolerar alguma contrariedade, acabam cedendo a todas as vontades do filho. A cada vez que situações como essas acontecem, a criança aprende que funciona gritar, espernear e chutar para conseguir o que quer, e acaba repetindo esse comportamento.

É importante que os pais tenham uma ação segura e firme, porém carinhosa que ajude a criança a estruturar seu ego e controlar seus acessos de raiva de forma mais rápida. Tente fazer com que seu filho compreenda que cada ação provoca uma reação, que poderá ser de aprovação ou de restrição.

Por isso, às vezes, deixar de fazer algo que a criança goste muito também funciona, pois ela vai perceber que não consegue tudo que quer agressivamente. Além de aprender a ouvir o não, o que é muito difícil entre as crianças. O melhor é ir acostumando a criança desde pequena a respeitar as decisões dos pais. Mas tome cuidado para não exagerar nas proibições!

Rafaela Rosas

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