A escola do meu filho

Uma escola deve ser escolhida com calma e deve atender, principalmente, as necessidades das crianças.

A maior parte das crianças inicia, cada vez mais cedo, a vida em creche, berçário ou pré-escola. Não há idade ideal, pois depende da necessidade e desejo da família.

Decisão tomada, é hora de procurar referências com amigos e parentes, que já passaram por essa fase.

A pré-escola é um pequeno sistema social, que reflete a cultura do povo de um determinado país ou região. Nela, as crianças aprenderão a se relacionar com outras, a conviver com a diversidade, a colocar em prática valores morais, sociais, bem como, as habilidades motoras de diversos tipos.

Como o número de instituições educativas aumentou consideravelmente, é quase nula a possibilidade de os pais não encontrarem alguma que atenda às necessidades familiares e que seja próxima de sua casa. Aliás, este é um requisito importante, visto não ser justo para a criança fazê-la suportar muito tempo em trânsito até chegar ao seu destino, tanto na ida quanto na volta.

Os pais não devem temer errar na escolha, principalmente por se tratar de pré-escola, pois não haverá grandes prejuízos para seu filho do ponto de vista educacional, o que seria diferente se já estivesse na idade de formação escolar, por volta dos seis, sete anos de idade.

Muitos bebês e crianças muito novas passam boa parte do dia nesse ambiente, às vezes período integral, portanto sofrem influência direta. Por este motivo, a qualidade do lugar e dos responsáveis deve ser investigada com critério.

A principal tarefa de uma pré-escola é acolher a criança com segurança e muito carinho. Não se pode esquecer que ela está aprendendo o que é sair de casa todos os dias e ficar distante de seus pais, de sua casa por determinado tempo.

Assim, é importante que visitem a escola várias vezes, em horários diferentes e sem aviso, para que possam constatar como as crianças convivem, o ritmo das brincadeiras e afazeres, se o ambiente é calmo ou turbulento, o local do descanso dos pequenos e se há acomodações suficientes, se os banheiros são adaptados para eles, a atitude dos professores para com as crianças, como os limites são estabelecidos e como lidam com a liberdade de escolha, verificar se receberam treinamento especializado, se têm noção de desenvolvimento infantil e suas necessidades próprias, se respeitam o ritmo e a individualidade de cada uma e noções de primeiros socorros.

A proporção de educadores deve estar de acordo com a faixa etária das crianças. Quanto mais novas, mais deve aumentar o número de profissionais competentes no grupo, pois necessitam de mais acompanhamento.

Verificar, ainda, se há brinquedos educativos que atendam satisfatoriamente o grupo de crianças. Isto não significa que deva ser o mesmo, pois as crianças irão aprender a compartilhar com seus pares.

Procurar se informar como a escola promove a adaptação dos novos alunos, como se comunica com a família, quando são feitas as reuniões. Peça uma cópia dos regulamentos e regimento interno da escola, para que saiba o que ela espera dos pais e acatar com respeito.

É fundamental que escola e família formem uma parceria, voltada para o acolhimento e bem-estar da criança, formação de hábitos e atitudes de higiene e saúde. Em se tratando de bebês e crianças muito pequenas, cuidar da alimentação e descanso periódico.

Muitas crianças entre dezoito e vinte e quatro meses estarão no processo de retirada das fraldas e que envolve muito mais que apenas aspectos físicos e biológicos. Tudo deve ser feito com muita tranquilidade e paciência. O educador deve estar atento para os sinais que a criança transmite e ajudá-la conforme o caso, seja trocando a fralda ou levando-a ao banheiro. Este é um dos motivos para que haja mais que um adulto na sala, pois as crianças não podem ser deixadas sozinhas um segundo sequer.

Depois de formalizada a matrícula na instituição escolhida, é dever dos pais fornecer informações sobre a saúde de seu filho, se tem alergia ou sensibilidade a algum tipo de alimento ou medicamento, seus horários de descanso, a vacinação deve estar em dia. Informar, ainda, quando houver alguma mudança relevante no ambiente familiar, como gravidez, nascimento de irmãozinho, falecimento de pessoa próxima, separação, mudança de casa, para que os professores possam dar assistência especial em classe. 

Quanto à escola, é seu dever oferecer condições de segurança, professores atentos, capacitados, acolhedores e afetivos, que gostem de crianças e de lidar com elas, com espaço apropriado para o desenvolvimento social, emocional, físico e mental de suas crianças. Uma escola adequada incentiva a criança a aprender e a superar suas dificuldades e oferece também convívio social com momentos de lazer e descontração, dentro e fora do ambiente educacional.

Os pais não devem se esquecer de preparar seu filho antes, para que não seja surpreendido com as profundas mudanças que vivenciará.

Seja qual for a idade dele, use palavras de sua compreensão, esclarecendo os motivos pelos quais irá frequentar uma instituição educativa, a fim de que não se sinta rejeitado e mal amado.

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Comentários

Liz

Meu filho tem 2 anos e 7 meses, ele nunca frequentou escolinha nenhuma, mas ele já sabe contar de 1 a 19, reconhece todas as letras do alfabeto, conhece as principais cores e formas, e no próximo ano vou colocá-lo na escola, qual seria a série que ele iniciará na pré-escola?

Talita

O meu filho teve uma excelente adaptaçao. Mas ele é uma criança muito agitada, e só escuto reclamações da coordenadora, pois diz que ele não fica sentado, quer subir nas bancadas da sala e não respeita a professora... em casa ele acata as ordens, porem ele é muito genioso e tenta te desafiar, mas procuro mostrar pra ele quem manda. Gostaria de saber o que devo fazer em uma situação dessa?

Guia do Bebê

Conversar com a escola. Verificar com eles em que momentos se dá a "indisciplina" (é na hora de uma lição? é na hora das brincadeiras? etc.). Se de fato se trata de "insubordinação explícita", talvez mostrar a ele através de ações que os atos de indisciplina também têm consequências dentro de casa, ou seja, não existe uma conduta diferente para a vida fora de casa e outra para dentro de casa.

Marcele Leonidas

Coloquei meu filho no mês passado na escolinha ao completar 2 anos, ele ainda está chorando ao ficar, mas depois sempre ligo eles me informam que ele está bem. O que estou estranhando é que ele está retornando pra casa muito mal humorado e agressivo, só que meu colo, não esta comendo e chora e as vezes até me bate. Não sei o que fazer.As vezes acho que ele me culpa e se acha abandonado. O q acham?

Guia do Bebê

Converse com a direção da escola sobre essa situação. Verifique a possibilidade de você fazer visitas em horários diferentes para verificar o comportamento de seu filho na escola (sem que ele perceba).

Leia o texto do link abaixo:

http://guiadobebe.uol.com.br/adaptacao-na-escola-em-diferentes-momentos/

NicolleCarolina

Este ano troquei a escola do meu filho, não tenho nenhuma reclamação da anterior que foi ótima, mas queria que ele estudasse na mesma escola em que eu estudei. Como ele teve uma experiência muito boa na escola anterior, a adaptação nesta nova escola foi muito rápida e natural. Ele simplesmente adora a escola, pois também é acolhedora e os funcionários são atenciosos e respaitam a criança.

NicolleCarolina

O trabalho e não ter com quem deixar meu filho, coloquei-o na escola com 1 ano e 3 meses. Lógico que no início ele estranhou as pessoas e o ambiente, mas a estrutura acolhedor da escola e dos funcionários ajudou na adaptação. A professora sempre foi atenciosa e carinhosa e isso fez muito a diferença. Eu ligava algumas vezes para saber como ele estava na adaptação e sempre me deram o feedback.

Claudyane

Boa tarde, Bom gente tenho uma filha de 2 anos e 10 meses chamada Mytssa Louise ela começou agora na escolinha e ja na 3º semana fui chamada psicopedagoga pelo motivo pela dela ñ falar direito e ñ se socializar legal c/as outras crianças ñ sei o q fazer ela ainda usa fraldas ñ consigo fazer ela ir ao banheiro para se controlar me ajudem como faço p/ela falar ah! ela fala mamae papai peixe vovó..

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